Os talentosos atletas brasileiros Rayssa Leal e Richarlison de Andrade, que já haviam escrito seus nomes nos anais olímpicos com conquistas notáveis nos Jogos de Tóquio, agora estão deixando uma marca permanente na história do esporte. Neste domingo (17/09/2023), a skatista e o jogador de futebol participaram de uma cerimônia especial no Museu Olímpico de Lausanne, na Suíça, onde doaram peças que imortalizarão suas conquistas na coleção permanente do museu.
O evento atraiu uma multidão de fãs entusiasmados que não perderam a oportunidade de tirar fotos e buscar autógrafos dos atletas. Richarlison fez uma doação significativa, contribuindo com sua camisa número 10 e chuteiras que foram usadas durante os Jogos de Tóquio. Esses itens agora se juntam ao acervo do museu ao lado de peças de outros grandes atletas de todo o mundo.
Para Richarlison, essa doação é um marco em sua carreira e uma realização pessoal. “Acho que já passaram muitos atletas jogando pela seleção olímpica, e creio que eu sou um dos primeiros a vir aqui, a ter uma camisa, uma chuteira aqui no museu. Fico muito feliz. Um sonho realizado também é ter conquistado a Olimpíada”, expressou o jogador à RFI.
Quando questionado sobre seus planos para os próximos jogos olímpicos, Richarlison respondeu com humildade e disposição. “Agora, é esperar. Vamos ver aí o que eles vão falar pra mim, né? Não sei se eles vão me convidar para jogar em Paris, mas se eles me convidarem, eu vou estar sempre à disposição para servir a seleção brasileira”, afirmou o atleta.
Para o jogador, que recentemente falou sobre buscar ajuda psicológica para lidar com desafios pessoais, as coisas parecem estar melhorando em sua carreira. Ele foi o destaque da vitória de virada do Tottenham sobre o Sheffield United no sábado (16) e expressou gratidão por superar um período turbulento em sua vida.
Rayssa Leal, também conhecida como a “fadinha do skate”, doou um dos skates que utilizou durante os Jogos de Tóquio ao museu. Ela compartilhou sua experiência única de competir nas Olimpíadas com apenas 13 anos de idade. “Eu sou muito nova. Eu fui à Olimpíada com 13 anos, então, para mim, nunca tinha passado pela minha cabeça o quão grande era tudo isso que eu estou vivendo hoje, que eu estou podendo viver”, revelou a skatista.
Rayssa explicou que a peça doada à exposição permanente foi usada durante a semifinal de Tóquio 2020 e expressou sua felicidade por contribuir com o esporte ao abrir portas para jovens talentos. Com apenas 15 anos, ela já possui uma medalha olímpica, um ouro nos X-Games e é campeã mundial.
Quanto aos seus planos futuros, Rayssa Leal continua determinada a alcançar novos objetivos. “Eu tenho muitas metas pessoais, mas metas assim, de atletas, vai ter um campeonato mundial de novo no Brasil. Quero dar o meu melhor, o meu 100% lá, poder, quem sabe, ganhar também”, compartilhou a skatista.
As doações de Richarlison e Rayssa agora se juntam a outras peças de atletas brasileiros no Museu Olímpico de Lausanne, incluindo o uniforme usado por Jacqueline Silva na conquista do primeiro ouro olímpico feminino do Brasil no vôlei de praia em Atlanta 1996, ao lado de sua parceira Sandra Pires.
*Com informações da RFI.










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