Estudantes e profissionais da área de saúde participaram ativamente do Seminário Intermunicipal de Prevenção, Controle e Tratamento da Dengue na última terça-feira (05/09). O evento, realizado pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), teve lugar no auditório do módulo VI da instituição de ensino.
A programação foi repleta de palestras abordando diversos aspectos da dengue, desde a situação epidemiológica da doença na Bahia e em Feira de Santana até as manifestações clínicas e as condutas de tratamento. Tópicos como vigilância genômica e laboratorial, bem como estratégias de controle do mosquito Aedes Aegypti, foram discutidos por especialistas na área.
Segundo a coordenadora do núcleo de pesquisa e extensão em vigilância da saúde da UEFS, Erenilde Marques, o objetivo do evento é promover discussões sobre a situação epidemiológica da dengue para capacitar futuros profissionais e alunos já atuantes na área.
“Esperamos sair daqui com uma nova abordagem de como enfrentar essa doença e aperfeiçoar os métodos de tratamento”, enfatizou.
A infectologista de referência da SMS, Melissa Falcão, destacou a importância de ficar alerta desde os primeiros sintomas da doença após a segunda infecção, pois a forma grave pode se desenvolver de maneira precoce. Ela explicou:
“A fase crítica da doença geralmente ocorre entre o terceiro e o sétimo dia da infecção, muitas vezes acompanhada por sinais de alarme, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, irritabilidade, letargia ou sangramento na boca, nariz, gengivas e, em mulheres, na região íntima fora do período menstrual.”
No final de julho deste ano, o Governo Municipal de Feira de Santana decretou estado de emergência em saúde pública devido ao aumento significativo de casos de dengue. Os números impressionam, com 1.510 casos confirmados da doença, dos quais 202 apresentaram sinais de alarme, 8 foram graves e 4 resultaram em óbitos.
A preocupação com a dengue é uma realidade urgente, e a realização deste seminário serve como um esforço coletivo para enfrentar a situação. A capacitação de profissionais e a discussão sobre estratégias de prevenção e tratamento são passos essenciais para combater essa doença que afeta a comunidade local e exige a atenção de todos os envolvidos na área da saúde.
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