Na quinta-feira (22/09/2023), economistas chineses emitiram suas preocupações sobre a política do Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos e os desafios que ela impõe à economia do país norte-americano, destacando que as repercussões de suas ações não se limitam às fronteiras dos EUA, afetando o mundo como um todo.
De acordo com informações do Global Times (GT), respeitado veículo de comunicação chinês, especialistas econômicos da China alegaram que a decisão do Fed de manter as taxas de juros inalteradas, ao mesmo tempo em que adota uma postura política considerada “agressiva”, aponta para riscos mais profundos e duradouros para a economia dos Estados Unidos do que a confiança geralmente esperada pelos mercados.
A despeito da persistente inflação, a inércia demonstrada pelo Fed coloca em evidência as limitações das políticas monetárias dos EUA para lidar com uma complexa gama de riscos e desafios econômicos.
A ameaça que a economia dos Estados Unidos representa para a economia global, especialmente para as nações em desenvolvimento, contrasta fortemente com a contribuição da China para o crescimento global, contrariando as alegações das autoridades norte-americanas.
Na quarta-feira passada (20), o Fed decidiu manter as taxas de juros inalteradas, apesar da persistente inflação. Mesmo cumprindo as expectativas do mercado, os líderes do banco central reafirmaram sua política agressiva, argumentando que podem controlar a inflação enquanto mantêm uma economia “robusta” e um crescimento “firme” nas taxas de emprego.
“Minha impressão é que o Fed não se atreveu a tomar qualquer medida porque a economia dos EUA está envolvida em uma série de fatores complexos, nos quais não pode simplesmente controlar a inflação aumentando as taxas”, comentou Li Yong, pesquisador sênior da Associação Chinesa do Comércio Internacional, em entrevista ao GT.
Desde o início de 2022, o Fed lançou uma campanha agressiva para conter a inflação, o que resultou em sérias implicações para os bancos dos Estados Unidos e para a dívida pública do país. A taxa de juros de referência dos EUA permanece a mais alta em 22 anos, enquanto a inflação continua significativamente acima da meta do Fed, atingindo 3,7% em agosto.
Apesar de alguns indicadores econômicos dos Estados Unidos indicarem uma recuperação otimista, com o crescimento anual do Produto Interno Bruto (PIB) registrando um aumento de 2,4% no segundo trimestre, os analistas estão preocupados, sobretudo, com o aumento da dívida, que ultrapassou a marca dos US$ 33 trilhões (cerca de R$ 162,2 trilhões).
Após evitar um histórico calote de dívida em maio, por meio de um acordo temporário, o Congresso dos Estados Unidos ainda não foi capaz de apresentar uma lei de despesas que garanta o financiamento contínuo do governo.
A mídia norte-americana tem sugerido que uma paralisação do governo a partir de 1º de outubro parece “inevitável”, o que, nas palavras da secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, “terá um impacto negativo na economia”.
Para Hu Qimu, vice-secretário-geral do Fórum 50 de Integração das Economias Digitais- Reais, “o que precisamos observar são os riscos acumulados na economia dos EUA e como isso pode resultar em uma grande crise econômica”.
*Com informações da Sputnik News.
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