União Europeia alerta para grande quantidade de fake news na rede social de Elon Musk

A UE está buscando compromissos das plataformas digitais para combater a desinformação antes das eleições europeias. (Foto: Dado Ruvic/Reuters)
A UE está buscando compromissos das plataformas digitais para combater a desinformação antes das eleições europeias. (Foto: Dado Ruvic/Reuters)

A Comissão Europeia emitiu um alerta nesta terça-feira (26/09/2023) sobre a crescente quantidade de desinformação e notícias falsas propagadas na rede social X, antigo Twitter, que pertence ao bilionário Elon Musk. Uma análise piloto conduzida na Espanha, Polônia e Eslováquia durante um período de três meses revelou que a rede X apresenta a maior proporção de desinformação entre as redes sociais, de acordo com a vice-presidente da Comissão, Vera Jourova.

O estudo demonstrou que a rede X está muito aquém dos padrões estabelecidos pela União Europeia em seu código de práticas de combate à desinformação. O Twitter havia aderido previamente ao código europeu contra a desinformação, mas após a aquisição por Elon Musk, a plataforma mudou seu nome para “X” e se retirou do acordo.

Vera Jourova destacou que “X, anteriormente [chamado] Twitter, que não está mais sob o código, é a plataforma com a maior proporção de publicações errôneas e desinformação”.

A Comissão Europeia enfatizou que a plataforma não estará isenta de regulamentação, já que a União Europeia possui uma Lei sobre Serviços Digitais (LSD) que regula o funcionamento das gigantes da internet.

“Minha mensagem para o Twitter é: tem que cumprir a lei. Estaremos observando o que estão fazendo”, alertou Jourova.

A Comissão Europeia está buscando compromissos das plataformas digitais para reduzir a disseminação de desinformação antes das eleições europeias previstas para junho do próximo ano. Durante os primeiros meses deste ano, a Google cancelou mais de 400 canais do YouTube envolvidos em “operações de influência” ligadas ao Estado russo e removeu anúncios de 300 sites relacionados a agências de propaganda russas.

O TikTok também informou que analisou 832 vídeos relacionados à guerra na Ucrânia, o que levou à remoção de 211 desses vídeos devido a suspeitas de desinformação.

*Com informações da RFI.


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