O Banco Mundial divulgou nesta quarta-feira (04/10/2023) suas projeções para o crescimento econômico na América Latina e Caribe, prevendo uma expansão de 2% para o ano atual. Embora essa estimativa represente um aumento em relação aos 1,4% anteriormente divulgados, o relatório alerta que a região ainda está atrás de todas as outras partes do mundo em termos de crescimento econômico, o que é insuficiente para enfrentar desafios críticos como a criação de empregos, a inclusão social e a redução da pobreza.
Para o ano de 2024, o Banco Mundial estima um crescimento de 2,3%, com uma projeção de 2,6% para 2025. No entanto, mesmo com esses números positivos, a instituição enfatiza que a América Latina e o Caribe ainda enfrentam obstáculos significativos para atingir um crescimento econômico sustentável.
De acordo com o relatório intitulado “Conectados: tecnologia digital para a inclusão e o crescimento”, o Brasil é projetado para alcançar um crescimento de 2,6% este ano, seguido por uma expansão de 1,3% em 2024 e 2,2% em 2025. O estudo ressalta que a região implementou reformas macroeconômicas nos últimos 30 anos, o que a tornou mais resiliente a choques econômicos como a pandemia de COVID-19, a incerteza global devido à guerra na Ucrânia, os baixos preços das matérias-primas e o aumento da dívida.
Apesar de sinais positivos, como a redução da pobreza, a melhora no emprego e a inflação controlada (exceto na Argentina e na Venezuela), o cenário econômico global ainda apresenta desafios. Alguns dos principais obstáculos incluem taxas de juros elevadas, crescimento econômico lento em países desenvolvidos, incertezas em relação à economia chinesa e restrições fiscais enfrentadas pelos governos locais.
A China também é um elemento-chave nas projeções do Banco Mundial, que rebaixou sua previsão de crescimento econômico para o país de 5,6% para 5,1% este ano. A desaceleração da recuperação econômica, o alto endividamento e a fraqueza no setor imobiliário são apontados como fatores determinantes para essa revisão.
Outro fator que preocupa a região é o fenômeno climático El Niño, que pode reduzir o crescimento econômico em até 0,8 ponto percentual nos países tropicais e úmidos da América Latina. Isso pode ser agravado pelo impacto do El Niño em outros países, afetando o comércio e os preços globais de matérias-primas.
Para enfrentar esses desafios, o Banco Mundial recomenda um aumento nos investimentos públicos e privados em conectividade digital. Essa iniciativa pode impulsionar o crescimento econômico, criar novos setores e empregos, além de promover a inclusão social por meio de programas governamentais de telemedicina, educação e apoio a pequenos produtores rurais em áreas remotas. No entanto, o relatório ressalta a importância de investimentos complementares em competências, finanças e regulamentação para garantir que a conectividade digital beneficie a todos e não exacerbe as desigualdades sociais.
Em um cenário econômico global desafiador, a América Latina e o Caribe enfrentam a necessidade urgente de adotar estratégias inovadoras e investir em tecnologia para estimular o crescimento e melhorar as condições de vida da população.
*Com informações da Agência Brasil.








Deixe um comentário