A dívida externa dos Estados Unidos alcançou recentemente a incrível marca de 33 trilhões de dólares (R$ 167,3 trilhões), ultrapassando até mesmo o seu próprio Produto Interno Bruto (PIB) estimado em cerca de 25 trilhões de dólares. Esse alarmante nível de endividamento representa não apenas um risco significativo para os EUA, mas também uma potencial ameaça para a economia global.
Composta principalmente por empréstimos do governo federal, incluindo a emissão de títulos do Tesouro, e compromissos financeiros relacionados aos gastos militares, a dívida americana disparou nos últimos anos. E, enquanto a Casa Branca lida com essa questão, há uma preocupação crescente sobre como resolver esse problema, especialmente considerando o histórico de intervenções militares no exterior.
A intervenção militar no cenário global tornou-se uma espécie de vício para os Estados Unidos, que gastaram trilhões de dólares em suas operações no exterior sem se preocupar com as consequências financeiras disso. O complexo militar-industrial, com seu poderoso lobby no Congresso, tem sido o principal beneficiário desses gastos.
Em 2023, o Departamento de Defesa dos EUA tem à sua disposição cerca de 2 trilhões de dólares a serem alocados para suas diversas divisões. Esse montante inclui salários, benefícios para militares ativos e aposentados, desenvolvimento de novas armas e a manutenção das bases militares americanas em todo o mundo. Esses gastos impactam diretamente a economia dos EUA, muitas vezes obrigando o país a buscar financiamento externo para manter sua máquina militar em funcionamento.
Os Estados Unidos já gastam três vezes mais em defesa do que a China, sua principal concorrente geopolítica. Grande parte desses gastos está relacionada às guerras no exterior e à manutenção das numerosas bases militares pelo mundo.
A explosão iminente dessa bomba-relógio da dívida americana terá implicações significativas para a economia global. A capacidade dos EUA de pagar sua dívida no médio e longo prazo é duvidosa, especialmente considerando os crescentes juros associados à maioria dos empréstimos estrangeiros. Isso minará a confiança dos investidores estrangeiros na economia americana e afetará a confiança de outros países no futuro econômico dos EUA.
Além disso, qualquer tentativa desesperada da Casa Branca de imprimir moeda em excesso para cobrir juros e despesas da dívida pode resultar em alta inflação, prejudicando a economia doméstica e o poder de compra dos cidadãos americanos.
A questão da dívida americana também afeta as reservas internacionais globais, uma vez que o dólar ainda é a moeda de reserva mais importante do mundo. A crescente incerteza sobre a dívida dos EUA pode minar a confiança dos países em relação ao dólar como ativo de reserva.
À medida que países como Rússia, China, Índia e Brasil contestam o papel dominante do dólar no comércio bilateral, a desdolarização da economia mundial ganha força. Essa mudança representa um novo modelo de relacionamento financeiro e institucional entre as nações, afetando a predominância econômica dos Estados Unidos.
*Com informações da Sputnik News.









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