Brasil insiste em negociações sobre Israel-Hamas após veto dos EUA na ONU, diz mídia

Linda Thomas Greenfield, embaixadora dos EUA na ONU, vota resolução sobre a situação de Israel e Gaza.
Linda Thomas Greenfield, embaixadora dos EUA na ONU, vota resolução sobre a situação de Israel e Gaza.

O governo brasileiro, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reafirmou sua determinação em busca de soluções para o conflito Israel-Hamas e a melhoria da dramática situação humanitária na Faixa de Gaza, apesar do veto dos Estados Unidos a uma resolução proposta pelo Brasil durante sua presidência do Conselho de Segurança da ONU. A resolução havia recebido 12 votos favoráveis, mais do que o necessário para a aprovação, mas foi bloqueada pelo veto dos EUA.

A equipe do chanceler Mauro Vieira enfatizou que o Brasil não participaria do que foi chamado de “jogo” dos Estados Unidos e insistiria em negociações que abordassem um cessar-fogo entre Israel e o Hamas, bem como a criação de corredores humanitários na região. O ministro das Relações Exteriores do Brasil viajou para Nova York e presidirá um debate de alto nível do Conselho de Segurança sobre o Oriente Médio em breve.

Diplomatas brasileiros observaram que a estratégia dos EUA foi adiada para permitir que o presidente Joe Biden buscasse negociações diretas com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, evitando medidas mais duras contra Israel e um cessar-fogo.

Países como França e China criticaram a postura dos EUA e elogiaram a condução das negociações pela equipe de diplomatas brasileiros. Eles enfatizaram que o texto proposto pelo Brasil era o melhor e mais viável naquele momento.

Além disso, membros do Comitê de Direitos Humanos da ONU demonstraram sua desaprovação ao veto dos EUA, virando as costas durante o discurso da embaixadora dos EUA na organização, Linda Thomas-Greenfield.

Na análise de diplomatas brasileiros, o veto dos EUA pode estar relacionado a considerações políticas internas, incluindo o duelo entre Biden e Trump nas eleições presidenciais de 2024, no qual Biden pode estar em desvantagem em relação a Trump quando se trata de questões do Oriente Médio.

Um membro do governo brasileiro observou que, independentemente do formato da resolução, o risco de os Estados Unidos rejeitarem a proposta era significativo, uma vez que buscavam um papel de destaque na questão.

*Com informações da Sputnik News.


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