Até o final do mês de agosto de 2023, os brasileiros não sacaram um montante impressionante de R$ 7,41 bilhões em recursos esquecidos no sistema financeiro, revelou o Banco Central (BC). O Sistema de Valores a Receber (SVR) já devolveu R$ 4,87 bilhões aos beneficiários, mas uma quantia significativa ainda aguarda resgate, representando uma oportunidade para milhões de correntistas.
As estatísticas do SVR são divulgadas com uma defasagem de dois meses. Até agosto, um total de 16.066.722 correntistas haviam recuperado seus valores, o que representa apenas 28,14% dos 57.100.684 correntistas listados desde o início do programa, em fevereiro do ano passado.
A maioria dos beneficiários que ainda não sacaram tem direito a pequenas quantias, com 63,04% deles possuindo valores de até R$ 10. Os valores entre R$ 10,01 e R$ 100 correspondem a 25,12% dos correntistas, enquanto quantias entre R$ 100,01 e R$ 1 mil representam 10,08%. Apenas 1,76% têm direito a mais de R$ 1 mil.
Após quase um ano fora de operação, o SVR foi reaberto em março, com a introdução de novas fontes de recursos, um sistema de agendamento revisado e a possibilidade de resgate de valores pertencentes a pessoas falecidas. Em março, foram resgatados R$ 505 milhões, e em agosto, R$ 264 milhões, marcando um aumento em relação ao mês anterior, quando R$ 210 milhões foram recuperados.
A nova fase do SVR trouxe melhorias significativas, incluindo a impressão de telas e protocolos de solicitação para compartilhamento no WhatsApp, bem como a inclusão de todos os tipos de valores previstos na norma do SVR. Além disso, foi introduzida uma sala de espera virtual para permitir que todos os usuários façam consultas no mesmo dia, sem a necessidade de um cronograma baseado no ano de nascimento ou na fundação da empresa.
A consulta a valores pertencentes a pessoas falecidas também está disponível, com acesso para herdeiros, testamentários, inventariantes ou representantes legais. O sistema oferece informações sobre a instituição responsável pelo valor e a faixa de valor. Contas conjuntas também receberam mais transparência, permitindo que os titulares visualizem informações sobre pedidos de resgate feitos por outros titulares.
Além das melhorias, fontes de recursos esquecidos que não estavam nos lotes do ano passado foram adicionadas, abrangendo contas de pagamento pré ou pós-pagas encerradas, contas de registro mantidas por corretoras e distribuidoras encerradas, além de outros recursos disponíveis nas instituições para devolução.
No entanto, o Banco Central adverte os correntistas sobre golpes de estelionatários que alegam intermediar resgates de valores esquecidos. O órgão enfatiza que todos os serviços do Sistema de Valores a Receber são totalmente gratuitos, e que não envia links ou entra em contato para tratar de valores a receber ou confirmar dados pessoais. O BC esclarece que apenas a instituição financeira listada na consulta do SVR pode contatar o cidadão, e nenhum cidadão deve fornecer senhas ou informações pessoais a terceiros não autorizados.
*Com informações da Agência Brasil.
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