A intervenção decretada pela Prefeitura de Feira de Santana no Shopping Popular Cidade das Compras, no dia 6 de outubro de 2023, tem gerado sérias preocupações e desencadeado uma resposta contundente por parte da concessionária do empreendimento. O advogado Bernard Martins, que representa os interesses da concessionária, questionou a legalidade da ação, exigiu transparência e fundamentação adequada e destacou que estão sendo consideradas medidas judiciais em resposta à intervenção abrupta.
De acordo com o decreto municipal, a intervenção foi justificada pelo “descumprimento contratual por parte da Concessionária no que tange a questões estruturais e ao bom funcionamento do empreendimento: elevadores e esteira rolante sem funcionamento”, além de “irregularidades nas cobranças de taxas realizadas pela Concessionária (único boleto com diversas exigências: condomínio, internet, aluguel e energia)”.
O advogado Bernard Martins salientou que a intervenção ocorreu de maneira abrupta e truculenta, com a presença do secretário Wilson, da Guarda Municipal e da Polícia Militar, que ordenaram o desligamento dos computadores das funcionárias e as mantiveram no local até a entrega das senhas bancárias e de computadores, sem comunicação oficial prévia.
“Estamos em 2023 e não cabe mais essa truculência por parte do poder público. Recebi diversas ligações de investidores preocupados com o que está acontecendo em Feira de Santana. Isso afasta potenciais investidores. Quem fará um contrato com uma prefeitura que intervém sem aviso prévio e sem um plano de trabalho? Estamos estudando as medidas judiciais cabíveis e levaremos esse tema ao Tribunal de Contas do Estado,” enfatizou o advogado, ressaltando a necessidade de um desfecho legal e justo para o caso.











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