A recente onda de violência entre o grupo extremista islâmico Hamas e Israel levantou questões sobre a designação do Hamas como organização terrorista. Apesar de alguns países, incluindo os Estados Unidos e o Reino Unido, classificarem o Hamas dessa forma, o Brasil mantém uma posição neutra de acordo com as diretrizes do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU).
Posição brasileira segue normas da ONU
Em um comunicado emitido pelo Palácio do Itamaraty, o governo brasileiro reafirmou seu compromisso com as normas da ONU na designação de grupos considerados terroristas. A ONU mantém listas de entidades e indivíduos qualificados como terroristas, abrangendo grupos como o Estado Islâmico e a Al-Qaeda.
Apesar disso, a ONU não classifica o Hamas como uma organização terrorista. O governo brasileiro, juntamente com a maioria dos países membros da ONU, incluindo nações europeias como Noruega e Suíça, China, Rússia e outras nações latino-americanas, segue essa definição, com o objetivo de manter a capacidade de agir como mediador em conflitos e proteger seus cidadãos em áreas de conflito.
A posição brasileira, consistente com a Carta da ONU, permite ao país contribuir para a resolução pacífica de conflitos e a proteção de seus cidadãos em zonas de conflito. Além disso, essa neutralidade pode fortalecer a capacidade do Brasil como mediador de conflitos, como ocorreu na Conferência de Anápolis, EUA, em 2007, em relação ao Oriente Médio.
Pressões para mudar a classificação
Apesar da posição do governo brasileiro, um grupo de deputados de oposição solicitou recentemente que o Ministério das Relações Exteriores reavalie a classificação brasileira sobre o Hamas. A violência em Israel e na Palestina já causou uma grande quantidade de vítimas, com intensos bombardeios na Faixa de Gaza e fatalidades em ambos os lados do conflito.
Contexto do conflito
O Hamas, cujo nome significa “Movimento de Resistência Islâmica,” é um movimento palestino que possui uma entidade filantrópica, um braço político e um braço armado. Fundado em 1987, o Hamas luta pela independência de um Estado Palestino e não reconhece o Estado de Israel. Israel, por sua vez, alega que não pode oferecer soberania a um Estado Palestino devido a preocupações com segurança.
A manutenção da posição brasileira no contexto do conflito em Israel e na Palestina reflete a busca por uma abordagem neutra que permita ao Brasil desempenhar um papel de mediador e manter a proteção de seus cidadãos em áreas de conflito.
*Com informações da Agência Brasil.
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