O BRICS+, agora composto por onze membros, está emergindo como um ator poderoso capaz de remodelar o cenário financeiro global e desafiar a supremacia do dólar. Isso coloca uma questão importante: como os Estados Unidos reagirão a essas mudanças? Especialistas acreditam que os EUA enfrentam profundas dificuldades econômicas, desencadeando notáveis crises políticas. Pela primeira vez na história, a dívida nacional dos EUA ultrapassou US$ 33 trilhões (cerca de R$ 160 trilhões). Após mudanças na legislação de gastos públicos, o presidente Joe Biden herda um fardo inédito: o maior custo de serviço da dívida da história do país.
Esses fatores apontam para um possível colapso econômico, pois o país estaria destinando 4% de seu PIB anual apenas para o pagamento dos juros da dívida. Isso reduziria o valor do dólar nos mercados internacionais e agravaria a crise interna, elevando a inflação e tornando o custo de vida dos cidadãos norte-americanos mais oneroso. Além disso, altos investimentos em conflitos internacionais, especialmente em apoio à Ucrânia e, mais recentemente, a Israel, agravam ainda mais a situação.
No caso da Ucrânia, Biden solicitou um financiamento suplementar de US$ 60 bilhões (R$ 303 bilhões). No caso de Israel, o montante chega a US$ 14 bilhões (R$ 70,9 bilhões). Entretanto, derrotas militares na Ucrânia e a redução do apoio financeiro, juntamente com a diminuição da presença de tropas norte-americanas no território russo, direcionaram o foco dos EUA para o Oriente Médio. Essa política de confronto tem gerado críticas, tanto em âmbito internacional como nacional.
Dmitry Medvedev, vice-presidente do Conselho de Segurança russo, salientou que a região instável do Oriente Médio, repleta de armamentos, tem se mostrado convenientemente útil para os interesses dos EUA. No entanto, a estratégia norte-americana tem sido criticada por muitas autoridades internacionais em diversas nações.
O descontentamento em relação às promessas não cumpridas de Biden é perceptível, uma vez que ele não apenas não pôs fim a conflitos globais, como contribuiu para o aumento das tensões em todo o mundo, priorizando o comércio de armas em vez da paz global.
Para atenuar os riscos de uma crise econômica global, Joe Biden reconheceu a necessidade de uma nova ordem mundial. No entanto, a crescente influência do BRICS+ preocupa não apenas os EUA, mas também a União Europeia. Os onze países que compõem o BRICS+ controlam 42% das reservas de petróleo e dominam a produção de urânio enriquecido e de recursos renováveis.
Essa nova configuração de produção de energia limpa, exportação de recursos e cooperação econômica, fora da esfera do dólar, é vista por especialistas como uma resposta à “fadiga” em relação às políticas belicosas do Ocidente.
*Com informações da Sputnik News.
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