Feira de Santana: 2ª Edição do Encontro Antirracista destaca a importância da educação no combate ao preconceito

Educadores e ativistas se unem para discutir caminhos da educação antirracista no II Encontro.
Educadores e ativistas se unem para discutir caminhos da educação antirracista no II Encontro.

Educadores da rede municipal, professores de instituições de ensino superior, estudantes de escolas municipais e representantes do movimento negro de Feira de Santana se reuniram no Sesc Centro na última terça-feira (24/10/2023) para participar do II Encontro de Educação Antirracista. Em 2023, o evento promovido pela Secretaria Municipal de Educação focou no tema “Os 20 anos da lei 10.639/03: Caminhos para uma educação antirracista”.

Essa lei estabelece a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira como parte integrante das disciplinas já ministradas no sistema educacional brasileiro. Para a professora e mestra Francisca Fonseca, a educação desempenha um papel crucial na luta contra o racismo.

“Paulo Freire disse que a educação transforma pessoas e pessoas transformam a sociedade. O que estamos fazendo hoje é tentar encontrar juntos caminhos para combater o racismo, um monstro poderoso que tem ceifado muitas vidas. Eu acredito que a educação seja a ferramenta mais importante nessa luta, pois molda diretamente a formação das pessoas”, enfatiza.

A professora e mestra Aurelieuza Nascimento, também palestrante no evento, enfatizou que o encontro antirracista é um marco na busca por uma educação plural e inclusiva.

“É fundamental termos espaços como este para enriquecer nossa prática pedagógica e repensar o ambiente da sala de aula com base nessa construção colaborativa. Permitir que esse diálogo ocorra é fortalecer a luta. Digo isso como professora negra, mas também porque somos os sonhos e a alegria de nossos antepassados. Muitos deles lutaram para que isso fosse possível, e não podemos recuar.”

O evento também incluiu apresentações de estudantes de escolas municipais. Luma Cerqueira, aluna da Escola Municipal Joselito Falcão de Amorim, declamou poesias autorais. Ela, que tem sido vítima de racismo desde a infância, usa as palavras para enfrentá-lo.

“Já ouvi dizer que meu cabelo é duro, que parece uma bucha. Nas minhas poesias, valorizo meu cabelo, minha cor e minha história”, compartilha.

Para a secretária de Educação, Anaci Paim, “a Lei 10.639 fortalece a luta pela construção de uma sociedade antirracista, e a educação é o caminho para desconstruir o racismo e construir um caminho de respeito e valorização da diversidade.”


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