A Prefeitura de Feira de Santana decretou uma intervenção na gestão do Shopping Popular, tomando como base a Lei 381/2022, aprovada pela Câmara Municipal no ano anterior. A medida, publicada no Diário Oficial do Município na última sexta-feira (06/10/2023), foi implementada com o objetivo de solucionar questões relacionadas à administração do empreendimento, que vinham causando preocupações entre trabalhadores e comerciantes.
A lei em vigor autoriza o Poder Executivo a suspender o contrato com o consórcio empresarial responsável pela gestão do Shopping Popular. De acordo com o vereador Edvaldo Lima (MDB), autor da matéria, a intervenção se fez necessária devido à exploração e tratamento inadequado dispensados aos comerciantes desde a instalação do empreendimento.
Lima ressalta que, após a tentativa de derrubar a lei na Justiça, o pedido não foi acatado, resultando em uma decisão favorável ao cumprimento da legislação em benefício dos direitos dos comerciantes do local. Agora, ele espera que haja um diálogo construtivo entre o poder público e os interessados para a resolução das questões pendentes. O vereador sugere que a Prefeitura estabeleça um grupo de comerciantes que possa administrar o empreendimento em conjunto.
Outro vereador, Luiz da Feira (Avante), acredita que a ação do Governo Municipal foi influenciada pelo trabalho da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada na Câmara de Vereadores. A CPI tinha como objetivo investigar irregularidades na concepção e gestão do Shopping Popular. Segundo Luiz da Feira, a Prefeitura deveria ter tomado medidas mais cedo, mas só agiu após a investigação da CPI. O vereador destaca que cerca de 80% dos camelôs atualmente enfrentam dificuldades financeiras, sem recursos para retomar suas atividades.
Lulinha (UB), outro vereador que tem defendido os interesses dos ambulantes, critica a falta de transparência da gestão em relação à Cidade das Compras. Ele afirma que há três anos solicita informações à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, mas não obteve resposta. Apesar das preocupações, Lulinha acredita que o Shopping Popular tem potencial para se tornar um dos principais centros comerciais do município.








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