Israel lança operação terrestre na Faixa de Gaza após intensos ataques aéreos; ONU alerta para “colapso total” e pedidos de socorro

Chefe da ONU alerta que, sem uma mudança fundamental, o povo de Gaza enfrentará uma avalanche sem precedentes de sofrimento humano.
Chefe da ONU alerta que, sem uma mudança fundamental, o povo de Gaza enfrentará uma avalanche sem precedentes de sofrimento humano.

As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram nesta sexta-feira (27/10/2023) que iniciaram uma operação terrestre na Faixa de Gaza, em meio aos ataques aéreos contra o grupo Hamas e aliados no território. A incursão é a primeira desde o conflito armado de 2014 e aumenta o risco de uma escalada da violência na região.

A operação terrestre foi confirmada pelo porta-voz das FDI, Jonathan Conricus, que disse que as tropas israelenses entraram na Faixa de Gaza com o apoio da aviação e da artilharia. Ele não deu detalhes sobre o número de soldados envolvidos ou os objetivos da missão, mas afirmou que se trata de uma operação “limitada” e “específica”.

Segundo Conricus, a operação visa atingir a rede de túneis subterrâneos usada pelo Hamas para se movimentar e lançar foguetes contra Israel. Ele disse que as FDI estão preparadas para “todos os cenários”, inclusive para uma ampliação da ofensiva terrestre.

A incursão ocorre após uma intensa troca de ataques entre Israel e o Hamas, que começou na segunda-feira (23), após o grupo islâmico disparar foguetes contra Jerusalém em resposta à repressão israelense aos protestos palestinos na Esplanada das Mesquitas. Desde então, mais de 1.500 foguetes foram lançados pelo Hamas contra Israel, que respondeu com mais de 600 ataques aéreos contra alvos na Faixa de Gaza.

O saldo de vítimas é de pelo menos 109 mortos do lado palestino, incluindo 28 crianças, e sete mortos do lado israelense, incluindo um soldado. Além disso, centenas de pessoas ficaram feridas nos dois lados.

A comunidade internacional tem expressado preocupação com a escalada da violência e tem pedido o fim dos confrontos. O Conselho de Segurança da ONU se reuniu nesta quarta-feira para discutir a situação, mas não chegou a um consenso sobre uma declaração conjunta. Os Estados Unidos, aliados de Israel, bloquearam uma proposta apresentada pela China, pela Tunísia e pela Noruega, que pedia o fim imediato da violência e o respeito ao direito internacional.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou os ataques contra civis e pediu a restauração da calma. Ele disse que está trabalhando com todas as partes envolvidas para facilitar um cessar-fogo.

Crise humanitária em Gaza: ONU alerta para “colapso total” e pedidos de socorro

Nesta sexta-feira (27/10/2023), a paz e a segurança na região de Gaza se encontram em um estado crítico, com o sistema humanitário à beira de um “colapso total”. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, fez um chamado desesperado por um aumento imediato na entrega de ajuda humanitária no enclave, onde a miséria está se agravando a cada minuto. A falta de combustível ameaça a entrega de suprimentos vitais, colocando em risco a vida de mais de 2 milhões de civis.

A atual crise em Gaza é agravada pela escassez de combustível, que é fundamental para o funcionamento de hospitais, usinas de dessalinização de água, produção de alimentos e distribuição de ajuda. Antes do início da violência, cerca de 500 caminhões por dia conseguiam entrar em Gaza, em comparação com uma média recente de apenas 12 caminhões por dia. As necessidades são maiores do que nunca, e a ajuda humanitária deve chegar rapidamente, de forma segura e em grande escala.

António Guterres também fez um apelo para que o sistema de verificação no cruzamento de Rafah, no Egito, seja ajustado para permitir a entrada mais ágil de caminhões, a fim de garantir a entrega de suprimentos essenciais para a população desesperada.

O secretário-geral da ONU elogiou o crescente consenso global a favor de uma pausa humanitária no conflito, reforçando seu apelo por um cessar-fogo humanitário imediato. Além disso, Guterres pediu a libertação incondicional de todos os reféns e a entrega dos suprimentos necessários para salvar vidas.

A mensagem de Guterres é clara: sem uma mudança fundamental e uma resposta imediata à crise, o povo de Gaza enfrentará uma avalanche sem precedentes de sofrimento humano. Este é um momento de verdade, e a história julgará a todos nós com base em nossas ações e responsabilidades neste momento crítico.


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