Mais de 300 mil crianças deixaram suas casas para fugir do conflito entre Israel e Hamas, diz Unicef

Diretora-executiva do Unicef condena ataque a hospital na Faixa de Gaza. (Foto: Abed Khaled/AP Photo)
Diretora-executiva do Unicef condena ataque a hospital na Faixa de Gaza. (Foto: Abed Khaled/AP Photo)

A diretora executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Catherine Russell, anunciou nesta terça-feira que mais de 300 mil crianças palestinas foram forçadas a abandonar suas casas para salvarem suas vidas desde o início do conflito entre o Estado de Israel e o grupo Hamas.

Russell divulgou um comunicado no site da organização, expressando sua preocupação com a situação humanitária.

“Em apenas 11 dias, centenas de crianças perderam tragicamente suas vidas – sem incluir as mortes de hoje – e milhares de outras ficaram feridas, e mais de 300 mil crianças foram deslocadas de suas casas.”

A diretora do Unicef condenou veementemente o ataque ao hospital Al-Ahli na Faixa de Gaza, que ocorreu na noite anterior, resultando na morte de pelo menos 500 pessoas e ferindo 900.

“Estou horrorizada com a notícia das crianças mortas e feridas no ataque ao hospital Al-Ahli na noite de hoje. Enquanto ainda apuram os detalhes e contam os corpos, as cenas do local são devastadoras”, declarou Russell.

No domingo, a entidade havia divulgado que mais de 700 crianças palestinas haviam perdido a vida desde o início do conflito entre Israel e o grupo radical Hamas. Em uma postagem na rede social X (antigo Twitter), o Unicef informou que as crianças e famílias em Gaza estavam enfrentando uma séria escassez de água: “Agora estão sendo obrigadas a usar a água suja dos poços, aumentando o risco de doenças.”

O conflito teve início em 7 de outubro, quando o Hamas lançou um ataque sem precedentes contra Israel a partir da Faixa de Gaza. O Exército israelense relatou mais de 3 mil foguetes disparados do enclave, juntamente com a incursão de dezenas de palestinos armados nas áreas da fronteira sul de Israel. O Hamas também tomou civis e militares israelenses como reféns, levando-os para Gaza. Israel respondeu mobilizando um grande número de reservistas e declarando estado de guerra.

*Com informações da Sputnik News.


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