O afundamento do icônico porta-aviões São Paulo, a maior embarcação já pertencente à Marinha brasileira, continua a gerar discussões e polêmicas, não apenas devido ao impacto ambiental potencial, mas também pelos custos envolvidos na operação. Documentos recentemente obtidos revelam que o afundamento do navio custou aos cofres públicos mais de R$ 37,2 milhões, o que é mais de três vezes o valor pelo qual a embarcação foi vendida a um estaleiro turco.
A história do São Paulo tem sido uma verdadeira saga desde o ano passado até fevereiro de 2023, quando a embarcação foi finalmente afundada. Sete meses após o afundamento, as controvérsias persistem em torno da decisão e dos custos envolvidos.
Segundo informações do G1, a Marinha desembolsou mais de R$ 37,2 milhões para o afundamento do porta-aviões, o que representa três vezes o valor de sua venda, que foi de R$ 10 milhões a um estaleiro turco. A operação contou com o trabalho de 298 militares, conforme informações fornecidas pelo Estado-Maior da Armada em resposta a um pedido via Lei de Acesso à Informação (LAI).
O São Paulo, com seus impressionantes 266 metros de comprimento e 32,8 mil toneladas, foi o único porta-aviões da Marinha brasileira. Adquirido da França em 2000, a embarcação serviu até 2014. A decisão de desativá-lo foi tomada em 2017 devido ao alto custo de manutenção e às mudanças na tecnologia naval que favorecem porta-aviões menores.
Após um leilão, o casco do navio foi vendido para o estaleiro turco Sök em 2021. No entanto, durante sua viagem para a Turquia, o navio enfrentou desafios, pressões internacionais e até ofertas de compra, que acabaram sendo recusadas pela Marinha brasileira. Após meses vagando pela costa pernambucana, a embarcação foi afundada.
*Com informações da Sputnik News.
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