Ucrânia pode ser forçada a concordar com a paz nos termos da Rússia em 2024

A Ucrânia pode se ver compelida por seus aliados ocidentais a assinar um acordo de paz nos termos propostos pela Rússia caso suas tropas não avancem significativamente na frente de batalha até 2024. Essa preocupante perspectiva é abordada em um artigo publicado recentemente pelo jornal The Hill.

O autor do texto destaca que vários países ocidentais que atualmente apoiam a Ucrânia, podem realizar eleições em 2024, o que coloca em questão a continuidade desse apoio ao regime de Kiev. O artigo também menciona que a falta de motivação por parte do Ocidente para continuar fornecendo assistência militar à Ucrânia pode criar espaço para mais avanços das forças russas.

O texto adverte que, se o apoio à Ucrânia enfraquecer em 2024, a Rússia poderá buscar um acordo de paz com termos favoráveis a seus interesses, e a comunidade internacional poderá pressionar os ucranianos a negociarem e assinarem tal acordo.

A assistência à Ucrânia já está ameaçada devido a recentes acontecimentos. No último fim de semana, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assinou um projeto de orçamento temporário que permitiu o financiamento do governo por mais 45 dias, mas não incluiu verbas para a Ucrânia devido a divergências no Congresso americano sobre continuar financiando o país. Projetos de assistência militar à Ucrânia foram congelados como resultado disso.

Além disso, as tensões entre a Ucrânia e a Polônia, uma de suas principais aliadas, escalaram recentemente. Após a Eslováquia, Hungria e Polônia anunciarem que manterão o embargo sobre grãos ucranianos para proteger seus próprios setores agrícolas, o primeiro-ministro polonês, Mateusz Morawiecki, declarou que a Polônia suspendeu o fornecimento de armas à Ucrânia em favor de seu próprio aparato militar.

A ofensiva de verão lançada pelo presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, revelou-se um fracasso, avançando em menos de 0,25% do território planejado. Mesmo com o apoio financeiro do Ocidente, a linha de frente permaneceu praticamente inalterada.

*Com informações da Sputnik News.


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