A Petrobras, gigante do setor de petróleo e gás do Brasil, está intensificando sua busca por financiamento, e a China está se tornando um parceiro crucial em seu ambicioso plano de expansão na exploração de águas profundas. De acordo com o diretor financeiro da estatal brasileira, Sergio Caetano Leite, a colaboração com bancos chineses é facilitada pelo fato de muitas embarcações flutuantes de produção, armazenamento e descarga da Petrobras serem montadas em estaleiros chineses, tornando mais acessível a obtenção de empréstimos para os navios, que podem atingir valores impressionantes de até US$ 3,5 bilhões (R$ 17,4 bilhões) cada.
Recentemente, a Petrobras realizou reuniões com várias instituições financeiras chinesas, em busca de financiamento não apenas para seus próprios projetos, mas também para seus fornecedores de equipamentos e serviços. O objetivo principal é garantir que haja capital suficiente disponível para sustentar os projetos de petróleo em águas profundas no Atlântico Sul do Brasil. Sergio Caetano Leite enfatizou a importância de garantir que os fornecedores da Petrobras possam acompanhar seu ritmo de crescimento.
Além de apoiar projetos de exploração de petróleo, os bancos chineses também estão dispostos a financiar iniciativas de energia renovável da Petrobras, reconhecendo a crescente importância da transição energética. Leite destacou que o setor financeiro e a indústria de petróleo e gás desempenharão um papel fundamental na viabilização dessa transição.
Atualmente, as instituições financeiras chinesas já são responsáveis por mais de 25% dos empréstimos concedidos à estatal brasileira, e Sergio Caetano Leite prevê que essa parcela aumentará no futuro. No mês passado, a Petrobras assinou acordos de cinco anos com o Banco de Desenvolvimento da China e o Banco da China, fortalecendo ainda mais seus laços financeiros com a China.
Além das negociações com os bancos, a Petrobras estabeleceu uma parceria estratégica com a estatal chinesa CNOOC em agosto. A empresa brasileira também está buscando expandir suas relações no Oriente Médio, onde as nações do Golfo estão demonstrando um crescente interesse na transição energética e estão dispostas a investir consideravelmente na descarbonização de suas economias.
A Petrobras planeja alocar até 15% de seus investimentos totais em projetos de energia renovável e está em busca de parceiros para compartilhar os custos de investimento nesse setor.
*Com informações da Sputnik News.
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