Neste domingo (29/10/2023), o presidente do Irã, Ebrahim Raisi, emitiu uma forte acusação contra Israel, alegando que o país havia cruzado todas as “linhas vermelhas” no conflito em Gaza. Em um comunicado oficial, Raisi condenou veementemente as ações do que ele chamou de “regime sionista” e expressou descontentamento com o apoio dos Estados Unidos a Israel. O líder iraniano afirmou que as advertências dos EUA sobre a não interferência no conflito não seriam seguidas por Teerã.
Contudo, Raisi também rejeitou as alegações de que o Irã estivesse por trás do ataque do Hamas a Israel, destacando que o conflito de longa data entre Israel e a Palestina tem raízes em interesses territoriais e tem sido uma fonte constante de tensões na região.
O conflito recente escalou após Israel sofrer um ataque com foguetes e uma incursão de combatentes armados da Faixa de Gaza, resultando em uma nova onda de confrontos. Em meio a esses eventos, outros países da região também se pronunciaram.
Os Emirados Árabes Unidos, Catar e Irã condenaram as ações militares de Israel em Gaza, alegando que essas operações exacerbaram a “crise humanitária” na região e representam uma ameaça às vidas civis. O governo dos Emirados Árabes Unidos expressou sua profunda preocupação com a escalada militar israelense, apesar de ter normalizado as relações com Israel em 2020.
O presidente do Catar, Tamim bin Hamad al Thani, e o presidente iraniano Ebrahim Raisi compartilharam uma crítica conjunta à operação militar de Israel. Al Thani destacou a necessidade de uma ação conjunta dos países regionais e muçulmanos para conter o que ele descreveu como a “máquina de guerra” de Israel, que teria violado normas internacionais.
Ebrahim Raisi enfatizou o impacto negativo das ações de Israel, como o corte de água, eletricidade, e o bloqueio à entrega de alimentos e medicamentos em Gaza, enquanto atacava o apoio ocidental, principalmente dos EUA, à ação israelense.
A situação em Gaza continua tensa, com muitos vítimas e danos humanitários significativos. Israel, por sua vez, defende suas ações como resposta a ataques do Hamas, enquanto líderes regionais e mundiais buscam soluções para conter a escalada do conflito.
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