Anglo American quer novos destinos para o rejeito de níquel

A Anglo American investe em inovação para aproveitar minérios marginais e ferruginosos.
A Anglo American investe em inovação para aproveitar minérios marginais e ferruginosos.

No ano de 2020, enquanto o mundo enfrentava os desafios iniciais da pandemia de COVID-19, a Anglo American deu início a uma história de inovação e busca por soluções na indústria de mineração. Essa jornada se materializou oficialmente em abril de 2022, quando um acordo de cooperação técnica e científica entre a empresa e o Instituto de Química da Universidade Federal de Goiás (IQ/UFG) foi publicado no Diário Oficial da União. O projeto de pesquisa, denominado “Otimização do Processo de Lixiviação Ácida Atmosférica em Planta Piloto dos Minérios Ferruginoso e Ácido Marginal,” recebeu um investimento de R$ 1 milhão e tem previsão de conclusão em outubro de 2024.

A iniciativa busca desenvolver uma rota inovadora no setor de níquel, combinando o atual processo de pirometalurgia com uma rota hidrometalúrgica. Essa combinação possibilitará o aproveitamento de minérios que não são adequados para o processo atual, contribuindo para o aumento da produção de ferroníquel. Além disso, o projeto visa à obtenção de subprodutos valiosos, como concentrados de cobre, cobalto e manganês.

Os testes realizados na planta piloto de lixiviação, localizada no Instituto de Química da Universidade Federal de Goiás, têm apresentado resultados promissores na extração de níquel e de outros metais de interesse. Esses resultados positivos confirmaram a viabilidade técnica e financeira da nova rota de beneficiamento. A Anglo American agora está considerando a implantação de uma planta demonstrativa em escala industrial para mostrar o processo de beneficiamento hidrometalúrgico.

A produção de níquel da Anglo American nas plantas de Barro Alto e Niquelândia, ambas em Goiás, desempenha um papel significativo no mercado de mineração, tanto no Brasil quanto no cenário global. No entanto, o teor de níquel extraído tem apresentado uma tendência de queda ao longo dos anos. Como resultado, a empresa tem investido em estudos e projetos para aprimorar seu processo de produção e aumentar o teor de níquel em sua produção.

Parte do minério extraído em Barro Alto possui teores de níquel que estão acima do limite mínimo, mas não são adequados para o processo atual. O projeto de pesquisa tem como alvo o aproveitamento desses recursos, aprimorando a utilização das reservas da empresa e possibilitando o aumento do teor de produção de níquel, além da obtenção de valiosos subprodutos, como cobalto, cobre, escândio, manganês e magnésio.

O projeto não apenas beneficia os negócios de níquel da Anglo American, mas também contribui para o desenvolvimento de conhecimento em mineração, a infraestrutura laboratorial da UFG e soluções tecnológicas sustentáveis. Ele reflete o compromisso da empresa com o crescimento econômico e social das comunidades locais.


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