A quinta edição do “Concurso Nacional de Cacau Especial do Brasil – Sustentabilidade e Qualidade” atingiu um número recorde de inscrições, contabilizando 98 amostras de seis estados, com Amazonas e Tocantins estreando na competição. O objetivo do concurso é incentivar a melhoria da qualidade e da sustentabilidade na produção de cacau no Brasil, destacando o fruto através de chocolates especiais e promovendo o setor junto aos consumidores. Com prêmios totalizando R$ 60 mil, 20 amostras foram selecionadas para as etapas finais, onde Bahia, Pará e Rondônia competirão nas categorias varietal e mistura.
A participação de estados antes não representados, como Amazonas e Tocantins, proporcionou um panorama mais amplo da qualidade do cacau brasileiro. Cristiano Villela, diretor científico do Centro de Inovação do Cacau (CIC), ressalta que a ampliação da participação estadual contribui para posicionar o Brasil como referência internacional em cacau de qualidade. Três cacauicultores brasileiros que venceram a edição anterior do concurso agora concorrem ao título de melhor cacau do mundo no Cacao of Excellence Awards, evento que ocorrerá em Amsterdã, em fevereiro de 2024.
A avaliação do concurso envolve diversas fases, desde análise físico-química das amêndoas até a avaliação sensorial do cacau em forma de líquor. Um júri externo composto por convidados especiais, como o empresário Alexandre Costa da Cacau Show, o chef confeiteiro Lucas Corazza e o ator Marcos Palmeira, realiza a avaliação às cegas do sabor do chocolate 70%. Além da qualidade, a sustentabilidade na produção também é avaliada com base no Currículo de Sustentabilidade do Cacau, promovendo a busca contínua por práticas mais sustentáveis na produção do cacau brasileiro.
Os vencedores serão anunciados em uma cerimônia em Ilhéus, Sul da Bahia, no dia 24 de novembro. A iniciativa é patrocinada por entidades como AIPC, Mondelēz International – Cocoa Life, Nestlé – Cocoa Plan, SEBRAE, entre outros, e organizada pelo Centro de Inovação do Cacau (CIC), em parceria com a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), AIPC e Abicab.








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