Encerrando os Jogos Parapan-Americanos de Santiago, no Chile, o Brasil celebra não apenas a vitória, mas uma conquista histórica. A delegação brasileira não apenas superou sua performance anterior em Lima 2019, como também estabeleceu um novo recorde de medalhas, reforçando sua posição como potência no esporte paralímpico.
Até o momento das últimas provas, a equipe brasileira acumulou 343 medalhas, superando as 308 conquistadas na edição anterior. O Brasil assegurou 156 medalhas de ouro, 98 de prata e 89 de bronze, consolidando-se como o grande campeão dos Jogos Parapan-Americanos de Santiago.
Jonas Freire, chefe de Missão do Comitê Paralímpico do Brasil (CPB), destaca a importância do trabalho conjunto entre confederações e o CPB. Ele enfatiza a ampliação dos projetos de alto rendimento desde 2017 e a implementação de programas de desenvolvimento para crianças e jovens com deficiência em mais de 50 centros de referência em todo o Brasil.
O programa Bolsa Atleta também é citado como crucial, permitindo que os atletas se dediquem integralmente aos treinamentos. Para Freire, o resultado excepcional alcançado em Santiago reflete não apenas a excelência no presente, mas também o compromisso com o futuro, preparando atletas para os Jogos de Los Angeles em 2028 e o Parapan de 2027 na Colômbia.
Uma das conquistas que marcará a memória é o bronze no rugby em cadeira de rodas, que representa um avanço histórico para a equipe brasileira. O atleta e capitão da seleção, Alexandre Taniguchi, ressalta a importância dessa medalha, que tem um sabor de ouro após anos de desafios.
Eugenio Franco, campeão parapan-americano de Tiro com Arco, garantiu uma vaga olímpica para Paris 2024 ao bater um novo recorde na modalidade. Sua conquista reforça a diversidade de talentos que contribuíram para o sucesso geral da delegação.
Enquanto os atletas celebram suas realizações, o árbitro brasileiro Mateus Campana destaca a singularidade da atmosfera dos Jogos Parapan-Americanos. Ele ressalta a comunidade que se forma em torno do evento, enriquecendo a experiência dos participantes e contribuindo para o crescimento do esporte paralímpico no Brasil.
Agora, o desafio seguinte para o Brasil é a busca pela vaga nas Paraolimpíadas de Paris, em 2024, consolidando não apenas a conquista presente, mas também a contínua ascensão no cenário esportivo mundial.
*Com informações da RFI.










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