Em meio à escalada da crise humanitária em Gaza, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução nesta quarta-feira (15/11/2023), instando à criação de pausas e corredores humanitários urgentes e prolongados na região. Com 12 votos favoráveis, o documento contou com notáveis abstenções da Rússia, do Reino Unido e dos Estados Unidos. Proposto por Malta, o texto busca assegurar um acesso humanitário completo, rápido, seguro e desimpedido às áreas de Gaza, buscando aliviar o sofrimento da população, que enfrenta uma crise sem precedentes.
Libertação de Reféns e Direito Internacional
A resolução vai além, abordando a necessidade de cumprimento do direito internacional, com foco na proteção dos civis, especialmente crianças. Além disso, destaca a urgência da libertação imediata e incondicional de todos os reféns detidos pelo Hamas e outros grupos, principalmente menores, destacando a preocupação global com os direitos humanos na região.
Situando a Precariedade
Antes da votação, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus, expressou extrema preocupação com a perda de contato com sua equipe no Hospital Al-Shifa, em Gaza, após ações militares israelenses. Relatos de operações iniciadas na noite de terça-feira aprofundaram a apreensão, e a situação na região se torna mais precária a cada hora. Com atualizações escassas sobre mortos e feridos, a OMS destaca que apenas um quarto dos hospitais ainda funciona, enquanto 26 dos 36 centros hospitalares estão inoperantes devido a danos, ataques ou falta de combustível.
Cenário Desesperador para População
Crianças e famílias em Gaza enfrentam uma situação crítica, com alimentos, água, eletricidade, medicamentos e acesso seguro a hospitais praticamente esgotados após dias de hostilidades e cortes em todas as rotas de abastecimento. A população supera a capacidade dos leitos hospitalares, com apenas 1,4 mil em funcionamento dos 3,5 mil existentes antes do conflito. Tedros Ghebreyesus condena veementemente o ataque militar de Israel ao Hospital Al-Shifa, enfatizando que tais locais “não são campos de batalha”. O chefe da OMS insta ao respeito pelo direito humanitário internacional, exigindo a proteção de instalações de saúde, profissionais do setor, ambulâncias e pacientes contra todos os atos de guerra.
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