A situação dos profissionais cuidadores de crianças com deficiência em creches municipais de Feira de Santana tem sido alvo de preocupação e críticas, de acordo com o vereador Luiz da Feira (Avante). Durante a sessão na Câmara Municipal nesta terça-feira (28/11/2023), o vereador destacou que esses servidores estão enfrentando atrasos salariais, agravando a situação de uma categoria que desempenha um papel crucial no cuidado das crianças.
O impasse, segundo o vereador, envolve a Prefeitura e a empresa ADM, responsável pelos contratados para prestar serviços nas creches do município. Luiz da Feira ressaltou que os profissionais estão há dois meses sem receber salários, e a falta de respostas claras sobre a situação cria um ambiente de incerteza e angústia para esses trabalhadores. Ele questionou o prefeito e a empresa responsável, enfatizando que os cuidadores merecem respeito pelo trabalho essencial que realizam.
O vereador Jhonatas Monteiro (PSOL) acrescentou que mães de crianças autistas chegaram a ocupar a Secretaria Municipal de Saúde em busca de respostas da gestão. A preocupação vai além do atraso salarial, pois a falta de pagamento afeta diretamente a capacidade desses profissionais em prestar um atendimento adequado a crianças com deficiência ou transtornos. A questão levanta questionamentos sobre como esses trabalhadores podem cuidar da saúde da população se não recebem seus salários de forma regular.
Em outro ponto de preocupação na área da saúde, a falta de pagamento do novo piso da enfermagem aos profissionais que atuam na rede municipal também foi destacada pelos vereadores. Enquanto instituições como o Hospital Estadual da Criança e o Hospital Dom Pedro de Alcântara já efetuaram o pagamento do novo piso, a Prefeitura de Feira de Santana ainda não se posicionou sobre o repasse do valor aos profissionais da rede municipal de saúde.
Os vereadores, incluindo Lu de Ronny (MDB) e Emerson Minho (DC), expressaram indignação e classificaram a situação como uma falta de respeito do governo para com os profissionais que atuam na linha de frente dos serviços de saúde. Lu de Ronny ressaltou que a falta de ânimo e desânimo resultantes da situação de abandono podem impactar diretamente a qualidade do atendimento prestado à população.










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