O mês de novembro marca o início do auge do El Niño, fenômeno climático que, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), persistirá até janeiro, trazendo consigo acentuados riscos meteorológicos. Em entrevista à ONU News, o especialista em clima da agência, Álvaro Silva, destaca que há 90% de probabilidade de que o evento só se encerre em abril de 2024.
Silva alerta para um possível aumento ainda maior no aquecimento global em 2024, citando que o impacto histórico do El Niño é mais evidente no ano seguinte ao seu desenvolvimento. Entretanto, a probabilidade de um El Niño de intensidade comparável a eventos passados, como os de 1997 e 2015-2016, é de apenas 35%.
O climatologista ressalta que o contexto atual, com um aumento contínuo da temperatura global devido à emissão de gases poluentes pela atividade humana, torna o impacto do El Niño ainda mais severo. Chuvas intensas e inundações são previstas para a África Oriental, bacias dos rios Paraná e La Plata na América do Sul, sudeste da América do Norte e partes da Ásia Central e Oriental. Por outro lado, regiões como o norte da América do Sul, Austrália, Indonésia, Papua Nova Guiné, Filipinas e parte das ilhas do Oceano Pacífico enfrentarão secas prolongadas.
As temperaturas muito acima da média, acompanhadas por ondas de calor, são previstas globalmente, com destaque para as latitudes equatoriais e subtropicais. O alerta da OMM ressalta a necessidade de preparação para eventos meteorológicos extremos nos próximos meses.
*Com informações da ONU News.











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