Prefeito de Feira de Santana veta reajuste salarial aprovado pela Câmara para servidores municipais; Membros da categoria se dizem surpresos

Prefeito Colbert Martins surpreende servidores ao vetar projeto que propunha revisão anual de salários, aprovado pela Câmara Municipal de Feira de Santana.
Prefeito Colbert Martins surpreende servidores ao vetar projeto que propunha revisão anual de salários, aprovado pela Câmara Municipal de Feira de Santana.

Os servidores da Prefeitura de Feira de Santana foram pegos de surpresa nesta terça-feira (14/11/2023) com o veto do prefeito Colbert Martins da Silva Filho ao Projeto de Lei, recentemente aprovado pela Câmara Municipal. O projeto, que estabelece a revisão anual dos salários dos funcionários municipais, foi questionado pelo vereador Jhonatas Monteiro (PSOL) na Tribuna Maria Quitéria da Casa da Cidadania.

De acordo com o projeto, os vencimentos dos servidores públicos municipais seriam revisados com um acréscimo de 4%, a título de recomposição salarial, retroativamente a partir de 1º de maio. Jhonatas Monteiro expressou perplexidade diante do veto do prefeito, questionando a lógica de aprovar a proposta na Câmara e, posteriormente, vetá-la no Executivo.

A revisão salarial, inicialmente proposta pelo Executivo e aprovada pelos vereadores com emendas para beneficiar diversas categorias, incluindo agentes comunitários de saúde, profissionais da educação, entre outros, teve uma reviravolta com a retirada do aumento salarial para agentes políticos, como prefeito, vice, secretários e vereadores.

O veto, publicado no Diário Oficial Eletrônico do Município, será submetido ao plenário nas próximas sessões da Câmara Municipal. Os vereadores terão a prerrogativa de manter ou derrubar o veto por meio do voto. Caso o veto seja derrubado, o projeto torna-se lei mediante sanção do Executivo ou promulgação pela presidência da Câmara.

Legislação restringe Câmara Municipal na concessão de aumentos salariais aos servidores

Em meio a debates sobre políticas salariais e valorização dos servidores públicos, uma barreira legislativa se destaca: normativas que impedem a Câmara Municipal de conceder aumentos salariais aos servidores por iniciativa própria. Essa limitação, prevista em legislação específica, tem gerado discussões e questionamentos sobre a autonomia dos órgãos legislativos municipais na gestão dos recursos públicos.

As restrições, geralmente embasadas em leis de responsabilidade fiscal e normas orçamentárias, visam garantir a sustentabilidade financeira dos municípios e a adequada aplicação dos recursos. A legislação estabelece critérios rígidos para a concessão de aumentos salariais, exigindo, por exemplo, a comprovação da disponibilidade orçamentária e a observância de limites previamente estabelecidos.

Em diversas jurisdições, a Câmara Municipal se vê condicionada a submeter propostas de reajustes salariais ao Poder Executivo, que, por sua vez, avaliará a viabilidade financeira e encaminhará a matéria de volta ao Legislativo para aprovação. Essa dinâmica, embora tenha o objetivo de garantir a responsabilidade fiscal, tem sido alvo de críticas, com alguns apontando para a necessidade de revisão dessas normativas para conferir maior autonomia às câmaras municipais.

O debate em torno dessa legislação se intensifica à medida que as demandas por melhores condições salariais dos servidores se tornam mais presentes. A busca por um equilíbrio entre a valorização dos profissionais e a responsabilidade fiscal promete permear as discussões nas esferas legislativas municipais nos próximos períodos.


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