A Black Friday, conhecida pelas grandes promoções, marca o início da temporada de compras de fim de ano. No entanto, o frenesi das ofertas pode desencadear comportamentos preocupantes, como a compra compulsiva, alerta a psicóloga Mariana Pinheiro, especialista na Holiste Psiquiatria. Enquanto os consumidores buscam aproveitar os descontos, é crucial considerar os impactos na saúde mental.
Mariana destaca que, especialmente durante épocas em que o consumismo é estimulado, as compras compulsivas podem aumentar, muitas vezes como uma forma de lidar com frustrações e decepções. O ato de comprar, nesses casos, busca proporcionar prazer imediato, mas não resolve situações psiquicamente desconfortáveis, levando a um padrão disfuncional de comportamento.
Segundo a psicóloga, o ato de comprar compulsivamente pode evoluir para um transtorno, semelhante a compulsões alimentares, vícios em substâncias ou jogos de azar. A compra desenfreada, sem justificativa coerente, gerando dívidas recorrentes e ligada a eventos emocionais impactantes, pode indicar uma psicopatologia que afeta não apenas o indivíduo, mas também sua família.
A preocupação não reside no ato de consumir ou aproveitar descontos, mas sim em avaliar se a compra não está se tornando uma resposta inadequada para aspectos não resolvidos da vida. Mariana enfatiza a importância de distinguir entre consumir de maneira saudável e utilizar compras como válvula de escape emocional.
Além disso, ela destaca a pressão social intensa durante esses períodos, que valida externamente aqueles que compram frequentemente, associando o ato ao pertencimento, atualidade ou expressão de afeto. Problemas relacionados à autoimagem e autoconceito podem levar indivíduos a buscar validação por meio do consumo, tornando vital o suporte de uma rede de apoio emocional.
Para navegar pelas promoções sem cometer excessos, Mariana sugere quatro perguntas básicas: “Eu estou precisando disso? Qual seria a consequência dessa compra imediatamente? Qual seria a consequência daqui a 30 ou 60 dias? Esta compra está adequada ao meu planejamento financeiro?” Responder a essas perguntas pode ajudar na tomada de decisões mais conscientes.
Em conclusão, ela reforça a importância de buscar apoio profissional em saúde mental quando a compulsão de compra gera prejuízos significativos. A validação emocional não deve ser substituída pelo consumo, e a promoção de vínculos saudáveis é fundamental para preservar a saúde mental durante as festividades de fim de ano.








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