O Brasil está conquistando cada vez mais reconhecimento no cenário científico global. Entre os 100 mil pesquisadores mais influentes do mundo, o país conta com 1.294 representantes, colocando-o na 25ª posição do ranking mundial. Essa informação foi divulgada em uma publicação do pesquisador John Ioannidis, da Universidade Stanford, em parceria com a Elsevier, a maior editora científica do mundo.
Um desses pesquisadores influentes é o endocrinologista Flavio Cadegiani, graduado pela Universidade de Brasília (UnB) e com títulos de mestre e doutor em endocrinologia clínica pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Seu interesse por temas relevantes e sua dedicação levaram-no a se tornar um pesquisador de destaque.
“Eu pesquisei áreas que são de abordagens muito comuns e em determinados públicos, em determinadas comunidades”, afirma Cadegiani. “Minha pesquisa é usada por universidades do mundo inteiro como referência.”
O Brasil representa 0,61% do total de pesquisadores na lista, que conta com 210.198 nomes. Segundo dados da Universidade Stanford, o número de pesquisadores de instituições brasileiras nesse ranking aumentou 278% em cinco anos, saltando de 342 em 2017 para 1.294 em 2022.
Muitos desses pesquisadores são independentes, buscando liberdade para explorar novas hipóteses na ciência, como destaca Cadegiani. Essa abordagem tem ganhado força, pois permite maior flexibilidade na pesquisa e exploração de ideias inovadoras.
Apesar de desafios no financiamento de pesquisas independentes, os resultados mostram a qualidade da pesquisa clínica no Brasil. No entanto, a politização da ciência tem prejudicado o ambiente científico, enfatiza Cadegiani. Ele destaca a importância de valorizar os pesquisadores e resultados científicos, independentemente de preferências políticas.
Outra pesquisa classifica Cadegiani como o 38º melhor cientista na área de endocrinologia e metabolismo no Brasil. Os cinco países com mais cientistas influentes são os Estados Unidos, China, Reino Unido, Alemanha e Canadá.
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