No cenário artístico brasileiro, onde a mulher historicamente é relegada a segundo plano, surge o poderoso projeto “Pretas Cantam Pretas” como uma resposta contundente a essa marginalização. Em especial, a mulher negra emerge como símbolo de resistência, ganhando destaque na cultura e na música. O evento, agendado para sexta-feira (24/11/2023), às 20h, no Largo Tereza Batista, no Pelourinho, em Salvador, presta uma vibrante homenagem a compositoras e intérpretes que moldaram a rica história da música no país.
Desde os sambas revolucionários de Dona Ivone Lara nos anos 1960 até os estrondosos sucessos contemporâneos de Iza e Ludmilla, as mulheres negras têm conquistado seu espaço, embora a luta persista. A iniciativa é uma ode a essas artistas, verdadeiras revolucionárias, que resistiram e fizeram história na arte, abrindo caminho para as novas gerações. O projeto destaca a importância do Novembro Negro como um período crucial na luta pela reparação e igualdade racial no Brasil.
O espetáculo homenageará ícones como Dona Ivone Lara, Alcione, Elza Soares, Margareth Menezes e Sandra de Sá, prometendo ser uma celebração da música popular brasileira. O repertório incluirá clássicos imortalizados por essas grandes intérpretes, como Jovelina Pérola Negra, Karol Conká, Lady Zú, Liniker, Ludmilla, Márcia Short, Mart’nália e Negra Li. O evento contará com a participação das talentosas cantoras baianas Savannah e Mariana Silva.
Além da música, a proposta do projeto se estende à promoção da conscientização racial e ações sociais. O acesso ao show será mediante a doação de 1kg de alimento para a campanha “Bahia Sem Fome”, do Governo do Estado da Bahia. Com direção musical da violonista Marília Sodré, o evento visa proporcionar entretenimento, cultura e abordar questões raciais, contribuindo para o combate ao racismo e fomentando a cultura para o público em geral e turistas que frequentam o Pelourinho.
O projeto transcende o âmbito musical, tornando-se um manifesto em prol da igualdade e respeito. Ao reconhecer o trabalho de cantoras negras pioneiras e ao oferecer oportunidades a duas artistas em ascensão, Savannah e Mariana Silva, o projeto reforça a importância da arte na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.
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