Vereadora Eremita Mota denuncia falta de transparência e questiona falhas nos projetos do executivo de Feira de Santana por falta de detalhamento legal 

Eremita Mota, presidente da Câmara de Feira de Santana, cobra explicações do prefeito em discurso de 20 minutos na sessão desta quarta-feira (22/11/2023).
Eremita Mota, presidente da Câmara de Feira de Santana, cobra explicações do prefeito em discurso de 20 minutos na sessão desta quarta-feira (22/11/2023).

Em uma manifestação incisiva na sessão desta quarta-feira (22/11/2023), Eremita Mota (PSDB), presidente da Câmara de Feira de Santana, voltou a questionar a transparência do prefeito Colbert Filho em relação a dois projetos cruciais: o pedido de autorização para um empréstimo de 50 milhões de dólares e o Orçamento Municipal para 2024. Eremita ressalta que ambos carecem dos detalhamentos obrigatórios pela legislação em vigor, e durante seu discurso, que se estendeu por quase 20 minutos, expressou preocupação com a falta de informações legais que comprometem tais proposições.

A presidente da Câmara destaca a ausência de especificações fundamentais nos projetos, contrariando a Lei Municipal de número 4124/2023, que estabelece critérios claros para operações de crédito. Eremita enfatiza a necessidade de incluir no processo a cópia do processo administrativo, projeto executivo, audiência pública, estudo de viabilidade da obra, justificativa da obra no local escolhido e a indicação clara da unidade de execução orçamentária. Exibindo as duas páginas do ofício do prefeito no plenário, Eremita Mota evidencia que esses requisitos não foram atendidos.

A dirigente ressalta que, diante da ausência de informações legalmente obrigatórias, a Câmara enviou dois ofícios ao prefeito solicitando complementação e cumprimento das normas legais. Embora o Executivo tenha retirado a proposição em 12 de setembro para supostamente corrigir falhas, Eremita lamenta que no dia 21 as mesmas duas folhas retornaram, trocando apenas o banco pretendido para o empréstimo.

Eremita Mota reforça seu papel como fiscalizadora do dinheiro público e criadora de leis que beneficiem a população. Critica o comportamento do prefeito, acusando-o de empurrar para a Câmara a má gestão e esconder a crise financeira, administrativa e moral de seu governo. Além da falta de especificações no projeto, a presidente destaca a contradição do prefeito que, em agosto, decretou “calamidade financeira” na cidade até o final do ano, enquanto busca um novo empréstimo de grande vulto.

A dirigente conclui alertando que a população não suporta mais o comportamento do prefeito e repudia a falta de estudo do impacto financeiro, detalhamento sobre a aplicação dos recursos e a cidade em estado de emergência econômica. Eremita Mota aponta para o quadro de “falência” da Prefeitura, evidenciado por obras inacabadas, salários atrasados, postos de saúde desabastecidos e promessas de campanha não cumpridas.


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