No feriado de Natal, quando a maioria dos franceses desfruta da folga, o Le Figaro destaca em sua manchete a resiliência da Igreja Católica francesa. Anos de crise, marcados por denúncias de abusos sexuais e protestos ultraconservadores, deram lugar a uma transformação impulsionada por uma nova geração de fiéis. Embora os católicos representem uma minoria, o ativismo dos jovens laicos, entre 20 e 35 anos, tem promovido uma dinâmica de renovação e tolerância. Inovações e iniciativas desses jovens desafiam as divisões internas, tornando a relação da Igreja com os fiéis mais autêntica, mesmo com menos poder.
Cerca de 20 milhões de franceses são esperados nas missas de Natal, mostrando aceitação à recente decisão do Papa Francisco de abençoar casais do mesmo sexo ou divorciados. O jornal católico La Croix destaca que essa medida reflete a busca do Papa por proximidade com os fiéis, reforçando o papel da Igreja nos momentos cruciais da vida.
Durante a missa da véspera de Natal, o Papa Francisco, em Roma, instigou os fiéis a adorarem um Deus que “habite nossas injustiças”, rejeitando a imagem de um Deus “rígido e poderoso”. A referência à guerra entre Israel e o Hamas sublinha a preocupação com questões atuais.
Além das mudanças doutrinárias, a França se mobiliza para preservar seu vasto patrimônio religioso. Com 50 mil edifícios religiosos, mas 1.137 em perigo, a Fondation de France lidera esforços para arrecadar mais de € 1,5 milhão, com milhares de voluntários trabalhando para salvar igrejas e símbolos históricos ameaçados.










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