Nesta quarta-feira (06/12/2023), o cenário diplomático sul-americano permanece tenso, com a disputa territorial entre Venezuela e Guiana ganhando destaque. O porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, enfatizou a importância de solucionar conflitos por meios pacíficos, ecoando a decisão recente da Corte Internacional de Justiça (CIJ), que ordenou que a Venezuela não alterasse a situação no território em disputa, administrado pela Guiana. A região de Essequibo, rica em recursos como petróleo, minerais e gás, tem sido palco de instabilidade nas últimas semanas.
Dujarric também reiterou que as decisões da CIJ são legalmente vinculativas, conforme estabelecido pela Carta e Estatuto da Corte. O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, expressou a expectativa de que ambos os países cumpram a ordem da CIJ, que inclui a abstenção de ações que possam agravar a disputa. O aviso das medidas provisórias foi transmitido ao Conselho de Segurança, e a ordem permanecerá em vigor até que o tribunal considere o caso apresentado pela Guiana sobre o futuro de Essequibo.
No último domingo, o governo venezuelano liderado por Nicolás Maduro convocou um referendo buscando a opinião pública sobre a região disputada. O Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela afirmou que 96% dos participantes apoiam a anexação da parte do território. O Essequibo, um território de 160 mil quilômetros quadrados, tornou-se motivo de disputa desde 1899, quando árbitros internacionais estabeleceram uma nova fronteira durante a era colonial. O tratado de Genebra, assinado em 1966, estabeleceu os mecanismos para revisar a controvérsia, e desde então, a Venezuela baseia sua reivindicação no Essequibo nesse acordo.
*Com informações da ONU News.











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