O Brasil está prestes a dar um passo significativo no cenário energético global ao ingressar na Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+). Segundo uma fonte ligada a uma das delegações do grupo, o país sul-americano será oficialmente parte da organização a partir de janeiro de 2024. O anúncio foi feito após a confirmação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que expressou o compromisso brasileiro com a cooperação na área petrolífera.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, corroborou a informação, destacando a importância dessa parceria estratégica. Em 2008, o Brasil recebeu um convite semelhante, mas recusou na época. Agora, a decisão reflete o amadurecimento do país como líder na produção de petróleo na região.
A OPEP, criada em 1960, originalmente como um cartel para controlar a oferta global de petróleo, expandiu-se em 2016 ao formar a OPEP+. A Arábia Saudita, maior produtor individual do grupo, lidera a iniciativa que inclui outros dez produtores. Com a entrada do Brasil, a dinâmica do mercado de petróleo passará por mudanças significativas.
O presidente Lula, durante sua visita a Riad, estabeleceu acordos cruciais, incluindo parcerias na área de defesa e indústria aeroespacial. Em declarações otimistas, Lula visualizou o Brasil como a “Arábia Saudita” da energia verde em uma década, sinalizando uma transição para fontes mais sustentáveis.
A produção petrolífera brasileira atingiu recordes nos últimos anos, colocando o país em ascensão no ranking global. Em setembro de 2023, o Brasil extraiu 4,666 milhões de barris de óleo equivalente por dia, consolidando sua posição como o nono maior produtor do mundo. Com a previsão de aumento na produção mundial de petróleo até 2028, a América Latina, com cerca de 25%, desempenhará um papel crucial nesse cenário.
*Com informações da Sputnik News.








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