Após uma maratona que ultrapassou o tempo previsto, a COP28 da ONU em Dubai chegou ao fim nesta quarta-feira (13/12/2023). O foco central do documento final foi a transição da era dos combustíveis fósseis, principais responsáveis pelas mudanças climáticas. Apesar de evitar o termo “eliminação” do petróleo, gás e carvão, o texto estabeleceu o ano de 2050 como limite para zerar as emissões líquidas do setor, promovendo uma transição acelerada nesta década.
Considerado um avanço em relação ao rascunho anterior, o documento enfrentou resistência de países como Samoa, que, duramente afetado pelas mudanças climáticas, protestou pela decisão tomada sem a presença da Aliança dos Pequenos Estados Insulares. A COP28, segundo Marina Silva, ministra brasileira do Meio Ambiente, destaca a necessidade de os países mais ricos liderarem a transição para o fim dos combustíveis fósseis, assegurando meios para nações em desenvolvimento implementarem suas ações.
A rede de organizações da sociedade civil brasileira presente na COP28 considera o evento como um passo inédito nas negociações climáticas, porém, destaca que palavras não são suficientes para enfrentar a crise. Márcio Astrini, diretor-executivo do Observatório do Clima, ressalta que fora da conferência, projetos de aumento do uso e exploração de combustíveis fósseis continuam.
Além do acordo final, a COP28 apresentou o Global Stocktake (GST), um balanço da ação climática global desde o Acordo de Paris. O GST servirá de base para a revisão das metas climáticas na COP30, prevista para o Brasil em 2025. A delegação brasileira buscou garantir o compromisso coletivo de limitar o aquecimento global a 1.5°C, destacando o forte compromisso com a meta e a transição dos combustíveis fósseis.








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