Extrema pobreza e sentimento de insegurança marcam o quadro social da Bahia, diz IBGE; Estado é o segundo do país com o maior contingente de pessoas em vulnerabilidade social

Gráfico do IBGE aponta evolução da proporção de pessoas abaixo das linhas de pobreza e extrema pobreza na Bahia.
Gráfico do IBGE aponta evolução da proporção de pessoas abaixo das linhas de pobreza e extrema pobreza na Bahia.

O retrato social da Bahia é marcado por desafios significativos, conforme indicam dados recentes sobre pobreza, desigualdade e insegurança. Em 2022, o aumento das linhas de pobreza estabelecidas pelo Banco Mundial colocou a Bahia como o segundo estado com o maior contingente de pessoas em situação de pobreza no Brasil, alcançando 50,5% da população.

O conceito de pobreza, associado a uma renda domiciliar per capita inferior a US$ 6,85 em paridade de poder de compra (PPC), englobou 7,590 milhões de baianos. Embora esse número seja expressivo, representa uma melhoria em relação ao recorde registrado em 2021, quando a proporção atingiu 55,8%. Contudo, o estado ainda enfrenta um cenário desafiador, com a extrema pobreza atingindo 1,791 milhão de pessoas, representando 11,9% da população baiana.

Comparativamente, a Bahia tem o terceiro maior índice (22,2%) de população em extrema pobreza que não recebe benefícios de programas sociais governamentais, apontando para desafios estruturais na distribuição de recursos.

Além das cifras preocupantes de pobreza, a Bahia destaca-se por suas disparidades raciais e de gênero. Os 10% da população com maiores rendimentos no estado têm 71,5% de pretos ou pardos, indicando um avanço na representatividade. Entretanto, essa realidade é inversa ao panorama nacional, revelando uma persistente desigualdade racial.

No que diz respeito à renda domiciliar per capita, a Bahia, com R$ 1.000, tem o quinto menor valor do país. A disparidade de gênero também é evidente, com homens brancos alcançando renda 64,1% maior do que mulheres pretas ou pardas.

A moradia na Bahia também reflete desafios sociais. Em 2022, 21,5% das pessoas que viviam em imóveis alugados gastavam 30% ou mais do seu rendimento total com aluguel, destacando uma pressão financeira considerável.

Além dos números econômicos, a Bahia enfrenta preocupações de segurança. O sentimento de insegurança atinge 25,6% da população no bairro de residência, evidenciando a necessidade de políticas públicas mais eficazes.

Apesar dos desafios, é importante notar que algumas melhorias foram registradas em relação a anos anteriores. A queda nas taxas de pobreza e extrema pobreza em Salvador, por exemplo, sinaliza que estratégias podem ter impacto positivo.


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