A infraestrutura vital dos sistemas de abastecimento de água em diversos municípios do interior da Bahia está sob séria ameaça devido às recorrentes falhas no fornecimento de energia elétrica por parte da Coelba Neoenergia. A cada interrupção no fluxo de eletricidade, as operações de captação, bombeamento, tratamento e distribuição de água são comprometidas, causando uma crise crescente nos serviços essenciais. O município de Quixabeira é um exemplo emblemático, enfrentando uma crise de abastecimento desde 20 de dezembro, com cinco paradas no sistema devido à falta ou oscilação de tensão. A situação é agravada pelo calor intenso, aumentando a demanda por água e tornando a normalidade operacional um desafio cada vez maior.
O presidente da Embasa, Leonardo Góes, alerta para as consequências devastadoras dessas interrupções.
“Quando as bombas param, as tubulações e reservatórios de água se esvaziam, exigindo tempo para recuperar a pressão e conseguir abastecer a população. Nos grandes sistemas integrados, isso significa um tempo maior de retorno para as localidades mais distantes”.
A situação atingiu seu ápice hoje, com a falta de energia na barragem de Aracatu, resultando na paralisação das bombas e interrompendo o fornecimento de água para várias comunidades.
O gerente regional da Embasa, Manuel Mateus, expressa sua preocupação com a falta de previsão por parte da Coelba para a restauração do fornecimento de energia. “Isso prejudica demais a operação dos nossos sistemas e a própria população. São milhares de pessoas que ficam sem água, nesta época de muito calor e alto consumo, por causa desses problemas de energia”.
Muitos moradores não percebem a conexão entre a falta de água e as falhas no fornecimento de energia. O diretor Técnico e de Planejamento da Embasa, Clécio Cruz, explica que “às vezes, falta a energia de alta tensão usada nas estações da Embasa, mas a energia de baixa tensão continua chegando às residências. Com isso, a população não entende que a falta de água decorre de problemas na energia”.
Diante desses desafios, a Embasa tem recorrido a geradores para manter a operação de alguns equipamentos, mas enfrenta limitações significativas. Clécio Cruz detalha que “acabamos recorrendo a geradores para ligar os poços, mas isso não pode ser feito em estações de captação e tratamento, que são estruturas de maior porte, pois os geradores não conseguem fornecer a quantidade de energia necessária. É preciso mesmo contar com o fornecimento pela rede da Coelba”.
Para pressionar por melhorias, a Embasa tem realizado reuniões frequentes com a Coelba, apresentando o impacto negativo que as falhas no fornecimento têm causado nos sistemas de água e exigindo soluções efetivas para garantir a operação regular dos serviços.
Share this:
- Print (Opens in new window) Print
- Email a link to a friend (Opens in new window) Email
- Share on X (Opens in new window) X
- Share on LinkedIn (Opens in new window) LinkedIn
- Share on Facebook (Opens in new window) Facebook
- Share on WhatsApp (Opens in new window) WhatsApp
- Share on Tumblr (Opens in new window) Tumblr
- Share on Telegram (Opens in new window) Telegram











Deixe um comentário