Governo Lula planeja regulamentar direitos de motoboys por meio de proposta no Congresso, afirma ministro do Trabalho

Ministro Luiz Marinho esclarece na Comissão de Assuntos Sociais que aguarda acordo para regulamentar direitos trabalhistas de motoboys e outros profissionais de transporte.
Ministro Luiz Marinho esclarece na Comissão de Assuntos Sociais que aguarda acordo para regulamentar direitos trabalhistas de motoboys e outros profissionais de transporte.

Em audiência perante a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) nesta quarta-feira (29/11/2023), o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, anunciou que o governo está aguardando a conclusão de um acordo para formalizar, por meio de lei, os direitos trabalhistas de funcionários de empresas de transporte, incluindo os motoboys. A proposta visa estabelecer regulamentações similares às já definidas para trabalhadores de serviços de transporte de pessoas, como o Uber, abordando questões como contribuição previdenciária, jornada e remuneração.

O ministro afirmou que o intuito é abranger todos os serviços de transporte por aplicativos, e caso não haja adesão das empresas de transporte de mercadorias ao acordo, o governo elaborará um projeto de lei nos próximos dias para apresentar ao Congresso.

O senador Humberto Costa (PT-PE), presidente da CAS, questionou Marinho sobre o assunto, destacando a necessidade de um entendimento para garantir direitos aos motoboys. Luiz Marinho expressou sua preocupação com empresas que sugerem pagamento abaixo do salário mínimo e ressaltou que, se não houver avanços nas negociações, o governo apresentará um texto próprio na próxima semana.

Preocupações com pejotização e lei da terceirização

A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) manifestou preocupação com a prática da pejotização, um mecanismo que utiliza a criação de pessoa jurídica em vez de contrato de trabalho. O ministro considerou a pejotização uma fraude trabalhista e anunciou a abertura de um concurso público para agentes de fiscalização para reforçar a vigilância sobre essa prática.

Quanto à Lei da Terceirização, o senador Laércio Oliveira (PP-SE) defendeu seus benefícios, destacando melhorias nas condições de trabalho. Marinho concordou que a terceirização pode ser saudável, mas ressaltou a necessidade de aperfeiçoamentos na legislação para garantir uma qualidade de vida adequada aos profissionais terceirizados.

O ministro também mencionou a aprovação da lei que estabelece a igualdade salarial entre mulheres e homens e informou sobre a criação de um observatório para monitorar sua implementação em todo o país.


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