No combate à comunicação ilícita nos presídios, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, em conjunto com a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap), deu início à segunda fase da Operação Mute nesta segunda-feira (11/08/2023). A ação visa identificar e retirar telefones celulares que entraram ilegalmente em unidades prisionais, reduzindo a comunicação criminosa e os índices de violência em todo o país. A abrangente operação mobiliza policiais penais federais e estaduais em 26 unidades prisionais, estendendo-se até sexta-feira (15).
Na Bahia, o Conjunto Penal de Feira de Santana, maior unidade prisional do estado, é alvo da Operação Mute. Com 1800 internos custodiados, a varredura ocorre em oito pavilhões, representando praticamente toda a unidade. José Antônio Maia Gonçalves, secretário da Seap, destaca que os celulares são ferramentas primordiais para a atuação do crime organizado, contribuindo para o avanço da violência nas ruas.
No primeiro dia da operação em Feira de Santana, a equipe apreendeu diversos objetos ilícitos, incluindo 42 celulares, 35 bases carregadoras, 17 fones de ouvido, 44 cabos USB, nove chips, 12 pendrives, sete cartões de memória, duas baterias para celular, uma balança de precisão, 27 facas e canivetes, além de drogas e entorpecentes variados.
A Operação Mute destaca-se como a maior realizada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), abrangendo diversos estados e contando com a participação expressiva de policiais penais. O processo inicia-se com a interrupção da comunicação por meio de tecnologia que embaralha os sinais dos celulares, seguida pela busca e revista minuciosa em pavilhões e celas.
O Secretário Nacional de Políticas Penais, Rafael Velasco, destaca o esforço conjunto entre o Ministério da Justiça e as administrações penitenciárias para fortalecer o sistema penal e combater ilícitos. O Ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, ressalta o impacto significativo de cada celular apreendido, enfraquecendo as redes do crime organizado.
Na primeira fase da Operação Mute, ocorrida entre 16 e 27 de outubro, foram apreendidos 1.166 celulares, além de armas e substâncias ilícitas, em 68 penitenciárias de 26 estados, com a revista de 2.684 celas.
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