O ano de 2023 chega ao fim na América Latina sem os avanços significativos esperados na integração regional, de acordo com análises de especialistas consultados pela Sputnik. A falta de progresso é evidenciada pela ausência de acordos efetivos, como a paralisação das negociações entre Mercosul e União Europeia e a “inatividade” da Aliança do Pacífico.
Cristian Fuentes, mestre em ciência política e professor da Universidade Central do Chile, expressou sua preocupação em relação ao desempenho da região, afirmando que “não avançamos como deveríamos” e destacando a falta de perspectivas otimistas para o próximo ano. Fuentes ressaltou a necessidade de desvincular a integração regional das oscilações ideológicas dos governos, propondo acordos mais amplos e duradouros.
A União de Nações Sul-Americanas (Unasul) permanece em um impasse, com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, admitindo a falta de consenso para relançar o grupo. Enquanto isso, as tensões diplomáticas entre o México e o Peru levaram à inatividade da Aliança do Pacífico, prejudicando ainda mais os esforços de cooperação.
Os desafios para a integração latino-americana são complexos, e as diferenças na política externa entre Argentina e Brasil podem representar um obstáculo adicional em 2024. A relação entre o BRICS e os Estados Unidos também está sob escrutínio, com o grupo expandindo-se para incluir novos membros e as tensões entre Pequim e Washington exercendo pressão na região.
Pedro Díaz Polanco, doutor em direito internacional, destaca que o Brasil liderará esforços para que grandes potências diminuam sua imposição, enquanto a China pressionará para que os Estados abandonem o dólar. A resposta negativa da Argentina ao convite do BRICS indica um alinhamento com os EUA, eliminando a possibilidade de adesão ao bloco e indicando possíveis tensões na região em 2024.
*Com informações da Sputnik News.










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