Bahia tem saldo de 71,9 mil vagas com carteira assinada em 2023; Expansão do emprego formal é registrada no estado

Dados do Novo Caged revelam crescimento robusto nos setores e municípios baianos, destacando Salvador como líder na geração de empregos formais.
Dados do Novo Caged revelam crescimento robusto nos setores e municípios baianos, destacando Salvador como líder na geração de empregos formais.

O estado da Bahia encerrou o ano de 2023 com uma notável expansão no mercado de trabalho formal, registrando um saldo positivo de 71,9 mil empregos com carteira assinada. Os dados recentemente divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego revelaram que, ao longo dos 12 meses, ocorreram 883,6 mil admissões e 811,7 mil desligamentos no estado.

Esse saldo, o mais expressivo da região Nordeste, reflete um cenário positivo nos cinco setores da economia baiana avaliados pelo Novo Caged. Os serviços lideraram, com um saldo de 47.795 novos empregos, seguidos pelo comércio com 14.900, agropecuária com 6.002, indústria com 2.479 e construção com 748.

Ao analisar a distribuição por municípios, Salvador desponta como a principal contribuidora para esse resultado, gerando um saldo de 18.098 vagas com carteira assinada na capital. Lauro de Freitas, Feira de Santana, Luís Eduardo Magalhães e Vitória da Conquista também apresentaram números significativos, consolidando a expansão do emprego formal em diferentes regiões do estado.

O perfil dos beneficiados por essas novas oportunidades de trabalho destaca-se, majoritariamente, entre o sexo masculino, com um acréscimo de 41.990 empregos. Além disso, os baianos com ensino médio completo foram os mais contemplados, representando um saldo de 72.526 vagas, enquanto os jovens entre 18 e 24 anos lideraram entre os grupos demográficos, com um saldo de 62.243 vagas.

A nível nacional, o Brasil também experimentou uma expansão significativa no emprego formal, alcançando um saldo de 1,48 milhão de vagas com carteira assinada em 2023, resultado de 23,2 milhões de admissões e 21,7 milhões de desligamentos.

No que diz respeito aos setores, o crescimento mais expressivo foi observado nos serviços, com um saldo de 886.256 postos de trabalho, destacando-se áreas como informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, além da administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais.

O aumento do emprego formal também teve reflexos positivos em outras regiões do país, sendo o Sudeste a mais destacada, com um saldo de 726,3 mil vagas geradas ao longo do ano. São Paulo liderou entre os estados, encerrando o ano com um saldo de 390,7 mil vagas, seguido por Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Ao analisar grupos específicos, a disparidade de gênero foi evidente, com um maior número de empregos gerados entre os homens (840.740) em comparação com as mulheres (642.892). A inclusão de pessoas com deficiência também apresentou avanços, registrando um saldo de 6.388 postos de trabalho, um crescimento de 40,1% em relação a 2022.

No aspecto racial, houve um aumento significativo no preenchimento de declarações ao longo de 2023. A maior geração de vagas foi para pardos, seguidos por pretos, brancos, amarelos e indígenas.

Quanto aos salários, o mês de dezembro encerrou com um salário médio real de admissão de R$ 2.026,33, apresentando estabilidade com uma leve redução em comparação com novembro. No entanto, em comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve um ganho real de R$ 40,17, representando um aumento de 2,0%.


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