BRICS em foco: Rússia assume presidência em ano de expansão e desafios

Com a entrada de novos membros, incluindo Irã e Emirados Árabes Unidos, a presidência russa do BRICS busca consolidar uma ordem mundial justa e avançar na cooperação econômica e cultural.
Com a entrada de novos membros, incluindo Irã e Emirados Árabes Unidos, a presidência russa do BRICS busca consolidar uma ordem mundial justa e avançar na cooperação econômica e cultural.

A partir de 1º de janeiro de 2024, a Rússia assume a presidência rotativa do BRICS, formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, em meio a um cenário de expansão histórica do grupo. A entrada de cerca de cinco novos membros, incluindo Irã e Emirados Árabes Unidos, adiciona uma dimensão significativa às perspectivas e desafios para o bloco.

O presidente russo, Vladimir Putin, destacou a importância do BRICS na construção de uma ordem mundial justa, baseada em regras fundamentais como a Carta da ONU. O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, delineou as prioridades para 2024, enfatizando a integração dos novos membros na arquitetura multilateral de cooperação e a ampliação da coordenação política externa.

O diretor do Clube de Discussões Valdai, Oleg Barabanov, ressalta a relevância da presidência russa, considerando-a um dos eventos internacionais mais importantes para o país em 2024. Ele destaca a oportunidade de avançar de declarações simbólicas para ações concretas, especialmente na cooperação econômica.

A agenda da Rússia inclui a realização de mais de 200 eventos do BRICS ao longo do ano, com destaque para os Jogos do BRICS em Kazan, a reunião de ministros das Relações Exteriores em Nizhny Novgorod e a Cúpula de Chefes de Estados em Kazan, prevista para outubro de 2024.

A transição da presidência da África do Sul para a Rússia já está em andamento, com a apresentação do plano de presidência russo durante reunião de sherpas e sub-sherpas dos países do BRICS. Além das prioridades mencionadas por Lavrov, a Rússia busca finalizar a nova categoria de “Estados parceiros” do BRICS e promover maior integração cultural, juvenil e esportiva.

A entrada de novos membros, especialmente o Irã, suscita expectativas quanto à expansão do acordo contingente de reservas do grupo, maior cooperação econômica e comercial e a adesão do Irã ao Banco do BRICS. O ex-embaixador do Irã na Ucrânia, Manoochehr Moradi, destaca a importância desses mecanismos para modificar o atual status quo, em que o poder econômico é concentrado no Ocidente.

A presidência russa se estenderá até o final de 2024, sendo sucedida pela presidência do Brasil em 2025. O Brasil solicitou a troca de lugares com a Rússia, considerando sua ocupação da presidência rotativa do G20 em 2024.

*Com informações da Sputnik News.


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