Conselho de Segurança da ONU realizou um segundo dia de debates nesta quarta-feira (24/01/2024), buscando soluções para o conflito em Gaza e as crescentes tensões no Oriente Médio. O secretário-geral da ONU, António Guterres, enfatizou a grave situação enfrentada pelos habitantes de Gaza, destacando não apenas a ameaça de morte, mas também o aumento do risco de doenças em meio ao colapso dos serviços de saúde na região.
O subsecretário-geral de Ajuda Emergencial e Assistência Humanitária da ONU, Martin Griffiths, apontou que desde o início dos bombardeios israelenses em resposta aos ataques liderados pelo Hamas em outubro, não houve trégua nas atrocidades infligidas a Gaza. Com cerca de 1,2 mil mortos e aproximadamente 250 feitos reféns, a região enfrenta uma crise humanitária.
A escalada da violência na área de Khan Younis na segunda-feira deixou dezenas de mortos, resultando em um contínuo deslocamento massivo para o sul, conforme relatado pela Agência da ONU de Assistência aos Refugiados Palestinos (Unrwa). A cidade de Rafah, agora abrigando 1,3 milhão de pessoas, enfrenta dificuldades em lidar com o fluxo de deslocados, colocando a situação em um ponto crítico.
Além disso, a propagação de doenças como meningite e hepatite C, juntamente com o aumento de agravos intestinais e de pele, ameaça sobrecarregar ainda mais os serviços de saúde na região. As escolas, fechadas em meio aos conflitos, servem agora como abrigo para mais de 1,2 milhões de deslocados, enquanto os ataques a instalações educacionais são condenados por violar o direito humanitário internacional. Este cenário, somado à paralisação da educação para mais de 625 mil estudantes e 22.564 professores, delineia uma crise humanitária de proporções alarmantes.
*Com informações da ONU News.








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