Corpo da Matéria: Em um movimento que reflete as dinâmicas do mercado financeiro e a preocupação contínua com a estabilidade econômica, o Banco Central (BC) anunciou nesta quarta-feira (31/01/2024), por unanimidade, a quinta redução consecutiva da taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic. O Comitê de Política Monetária (Copom) deliberou uma diminuição de 0,5 ponto percentual, situando a taxa em 11,25% ao ano, em resposta ao comportamento dos preços. Este corte, conforme antecipado pelos analistas financeiros, evidencia a busca contínua por uma política monetária contracionista.
O Copom, em nota, expressou a intenção de manter a trajetória de redução, planejando cortes adicionais de 0,5 ponto percentual nas próximas reuniões. O presidente do BC, Roberto Campos Neto, enfatizou que essa estratégia está alinhada com as projeções para o processo desinflacionário, indicando que os cortes podem estender-se até maio pelo menos. O comunicado destaca a unanimidade do comitê em prever uma redução de magnitude similar nas próximas reuniões.
Essa redução coloca a taxa Selic no seu patamar mais baixo desde março de 2022, quando estava em 10,75% ao ano. Esse movimento segue um ciclo de aperto monetário de agosto de 2021 a agosto de 2022, quando a Selic foi elevada por 12 vezes consecutivas. Antes desse ciclo, a taxa atingiu seu mínimo histórico de 2% ao ano, como resposta à contração econômica causada pela pandemia de covid-19.
Em termos de inflação, a Selic, principal instrumento do BC, tem sido crucial para controlar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O indicador fechou 2023 em 4,62%, abaixo do teto da meta de 4,75%. Para 2024, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu uma meta de inflação de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. As projeções, no entanto, divergem entre as oficiais do Banco Central e as do mercado financeiro.
A redução da Selic, embora estimule a economia por meio de crédito mais acessível, também levanta preocupações sobre o controle da inflação. O último Relatório de Inflação do Banco Central reduziu a projeção de crescimento econômico para 2023, e o mercado segue com expectativas de expansão moderada. Este delicado equilíbrio entre estímulo econômico e controle inflacionário continua sendo o cerne das decisões do Copom.
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