O ano de 2023 foi mais do que um conto de fadas para Aitana Bonmatí, a renomada meio-campista de 25 anos que brilhou com o Barcelona e a seleção espanhola. Conquistando a Liga dos Campeões da UEFA e a Copa do Mundo Feminina da FIFA™, além da Bola de Ouro, Bonmatí agora enfrenta a disputa pelo prêmio The Best FIFA de Melhor Jogadora de 2023. Em entrevista às vésperas da cerimônia, ela compartilha suas reflexões sobre as conquistas, desafios e a ambição constante que a impulsiona.
Qual é o significado da indicação ao The Best para você?
Aitana Bonmatí: A indicação é a realização de um sonho. Depois de um ano magnífico no aspecto coletivo, ter vencido tanto com o Barcelona quanto com a seleção, é uma honra estar entre as indicadas. São muitos anos de trabalho árduo, dias difíceis e muita dedicação. A ambição de sempre querer mais e nunca considerar nada como perdido é parte do que me define.
O que você vê ao relembrar um 2023 que foi quase perfeito?
Será um ano difícil de repetir, único em minha vida. Tenho consciência de que tudo passa rápido, mas, quando tenho momentos para refletir, agradeço por tudo que a vida me trouxe. Estes prêmios não vêm sozinhos; são fruto de esforço, trabalho constante e sacrifícios. Cada conquista é um lembrete de que valeu a pena.
É difícil conviver com essa ambição interna? Você a sente como um fardo?
Não, nunca senti como um fardo, mas aprendi a administrar ao longo do tempo. A ambição constante, querer sempre mais, pode nos fazer sofrer, mas aprendi a não me cobrar perfeição todos os dias. Com o tempo, aprendi a lidar com isso, a entender que nem sempre podemos estar no nosso melhor e que está tudo bem.
Depois de perder para o Japão na fase de grupos da Copa do Mundo em 2023, você disse que havia sido uma das derrotas mais difíceis da sua carreira. Você se dá conta de que perder, no seu caso, é quase uma exceção?
A verdade é que perco muito pouco. Tenho sorte de jogar em times como o Barcelona, que raramente perde. Contudo, a derrota para o Japão foi uma das mais difíceis da minha vida. A gestão do grupo após essa derrota foi crucial. Hoje vejo que nos ajudou a ser campeãs do mundo, ensinou-nos que tínhamos muito a melhorar, fez-nos olhar para dentro e ser autocríticas para seguir em frente.
Você pensa em outros aspectos para agregar ao seu futebol?
Há sempre algo a melhorar. Quero ser uma jogadora completa, contribuir em vários aspectos do campo. A melhoria física foi notável recentemente, cobrindo todo o campo com ritmo e resistência. Afinal, o objetivo é contribuir defensiva e ofensivamente. Tenho muito a melhorar na finalização, na leitura do jogo e em aprimorar meu jogo de pernas. Ouvir a comissão técnica é fundamental, são eles que contribuem para meu crescimento como jogadora.
*Com informações da Fifa.
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