Profissionais humanitários da ONU expressaram profunda preocupação com a situação em Gaza, especialmente na cidade de Khan Younis, onde os combates atingiram níveis críticos. A Unrwa divulgou que seus abrigos estão agora quatro vezes acima da capacidade, ressaltando a ausência de recursos alimentares adequados para a população. Filas sob chuva e frio tornaram-se comuns à medida que os habitantes buscam desesperadamente por ajuda.
O Escritório de Coordenação de Ajuda da ONU (Ocha) relatou intensos confrontos em Khan Younis, próximo a dois hospitais cruciais: Nasser e Al Amal. Pacientes feridos enfrentam sérias limitações de tratamento em meio aos combates, enquanto relatos de bombardeios contínuos aumentam a pressão sobre os serviços de saúde.
Em meio às alegações de envolvimento durante os ataques do Hamas a Israel, a Unrwa assegurou que realizará uma investigação completa. O secretário-geral da ONU, António Guterres, enfatizou a responsabilidade de qualquer funcionário envolvido em atos de terror. Dos 12 indivíduos supostamente envolvidos, nove foram identificados, com contratos rescindidos, enquanto uma revisão completa da agência foi anunciada.
O corte de financiamento à Unrwa por vários países, incluindo Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, impacta diretamente as operações humanitárias essenciais. Guterres instou a reconsideração dessas decisões, alertando para as consequências adversas que afetam diretamente os mais de 2 milhões de habitantes em Gaza, dependentes da agência para sobrevivência.
O comissário-geral da Unrwa, Philippe Lazzarini, declarou que a operação humanitária está em colapso, enquanto o subsecretário-geral para Assuntos Humanitários da ONU, Martin Griffiths, destacou a alta demanda por ajuda e a ameaça iminente à capacidade da organização de prestar assistência.
*Com informações da ONU News.










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