A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (30/01/2024), a Operação Grandoreiro, com o objetivo de desmantelar um grupo internacional que utilizava malwares para perpetrar sofisticadas fraudes bancárias eletrônicas no exterior. As ações fraudulentas, identificadas por meio de uma parceria com o Caixa Bank da Espanha, movimentaram pelo menos 3,6 milhões de euros desde 2019, com possíveis prejuízos estimados em até 110 milhões de euros.
O grupo criminoso, de acordo com as investigações, operava a partir do Brasil, utilizando servidores em nuvem para hospedar a infraestrutura necessária para as campanhas do malware Grandoreiro. Esse software de comando e controle permitia acesso remoto aos computadores das vítimas, viabilizando furtos cibernéticos. Cinco prisões temporárias e 13 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em diferentes estados brasileiros, incluindo São Paulo, Santa Catarina, Pará, Goiás e Mato Grosso. A PF também executa ordens judiciais de apreensão e bloqueio de bens e valores, visando descapitalizar a estrutura criminosa e recuperar ativos.
A Operação Grandoreiro, fruto de cooperação internacional com a Interpol e a Polícia Nacional da Espanha, contou ainda com o apoio da força-tarefa Tentáculos, envolvendo a PF e instituições bancárias para reprimir fraudes bancárias eletrônicas. Os métodos empregados pelos criminosos incluíam o envio de e-mails maliciosos (phishing), induzindo as vítimas a abrir anexos ou clicar em links que executavam o programa em segundo plano, tornando os computadores vulneráveis. Os valores obtidos eram direcionados para contas cúmplices, envolvendo pessoas que emprestavam indevidamente suas contas para movimentação dos recursos ilícitos. Os crimes sob investigação incluem associação criminosa, furto qualificado mediante fraude cibernética, invasão de dispositivo informático e lavagem de dinheiro.
*Com informações da Agência Brasil.








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