Nesta sexta-feira (05/01/2024), o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, anunciou a abertura de uma investigação administrativa para avaliar a venda da Refinaria Landulpho Alves (RLAM) em novembro de 2021. A decisão vem em resposta ao relatório da Controladoria-Geral da União (CGU), que apontou a privatização da RLAM a um preço abaixo do mercado.
Prates afirmou que a Petrobras está dialogando com órgãos de controle, e áreas internas da empresa responsáveis pela governança e integridade estão analisando o negócio. O relatório da CGU critica o momento escolhido para a privatização, descrevendo-o como uma “tempestade perfeita” devido aos efeitos da pandemia, previsões econômicas fracas e baixa cotação do petróleo no mercado internacional.
A CGU não afirma explicitamente perda econômica na venda, mas questiona a oportunidade do negócio, sugerindo que a Petrobras poderia ter esperado a recuperação do preço do petróleo global. O empreendimento, rebatizado de Refinaria de Mataripe, foi vendido por US$ 1,65 bilhão ao fundo Mubadala Capital.
A divulgação do relatório reacende suspeitas sobre presentes dados pelo governo dos Emirados Árabes Unidos a Jair Bolsonaro em outubro de 2019 e novembro de 2021, incluindo joias e esculturas. A Polícia Federal investiga a possível conexão entre esses presentes e a venda da refinaria.
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