O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) na Bahia, Éden Valadares, não deixou sem resposta as críticas feitas pelo ex-prefeito ACM Neto nesta quinta-feira (18/01/2024) sobre a segurança pública no estado. Valadares considerou desproporcional a comparação entre a situação da Bahia, que tem investido em segurança e inteligência para combater a violência, e a do Equador, país que enfrenta uma das maiores crises na segurança pública de sua história. O dirigente partidário apontou que Neto, derrotado por Jerônimo Rodrigues (PT) nas eleições para governador, parece ainda ressentido com o resultado, continuando em campanha e demonstrando, segundo Éden, uma atitude contraproducente para o desenvolvimento do estado.
Desde a posse de Jerônimo Rodrigues, o governo investiu mais de três bilhões em tecnologia, estrutura e inteligência para enfrentar a violência na Bahia. No decorrer deste ano, 33 novas unidades policiais foram inauguradas, mais de 700 viaturas foram adquiridas, e mais de 2.500 policiais foram contratados. Éden ressaltou os avanços do Sistema de Reconhecimento Facial, que contribuiu para a prisão de mais de mil foragidos da Justiça. Além disso, indicou que índices de criminalidade, como mortes violentas, ataques a bancos e roubos em ônibus, estão em declínio. Jerônimo Rodrigues tem se destacado por sua proximidade com a população, visitando 150 cidades no primeiro ano de governo, um recorde na história da Bahia.
Éden Valadares também apontou que ACM Neto omite os problemas gerados pela Prefeitura, incluindo o elevado IPTU e os desafios do transporte público. Ressaltou a necessidade de Neto aceitar a derrota e permitir que o povo se manifeste democraticamente nas próximas eleições municipais. Ele argumentou que, em Salvador, as preocupações populares se concentram em temas locais, como o custo do transporte, promessas não cumpridas de ônibus com ar-condicionado, falta de creches e maternidades, além do IPTU mais alto do Brasil.
Ao discutir os aumentos significativos de impostos e taxas em Salvador nos últimos anos, Éden destacou a crescente dificuldade para viver e empreender na cidade. Ele apontou que a classe média suporta uma carga tributária elevada, enquanto os mais pobres enfrentam a falta de renda, e os empresários têm dificuldades de investir diante do abuso do IPTU. Esses fatores, segundo Éden, contribuíram para a migração de mais de 260 mil pessoas da capital baiana, que agora perde atrativos para cidades como Fortaleza e Recife.
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