A possível regulamentação completa do mercado de apostas on-line no Brasil tem o potencial de gerar uma arrecadação anual que oscila entre R$ 6 bilhões e R$ 12 bilhões, de acordo com projeções do Ministério da Fazenda. O ministro Fernando Haddad, responsável pela pasta, estima que, com a regulamentação atualmente em discussão no Congresso Nacional e aguardando sanção presidencial, a arrecadação alcance cerca de R$ 2 bilhões até 2024. O projeto estabelece regras para as apostas esportivas on-line, uma indústria que tem crescido expressivamente no país.
O advogado tributarista Thiago Braichi fornece insights sobre como a tributação será aplicada tanto às empresas quanto aos apostadores. Ele destaca que os operadores de apostas serão tributados a uma alíquota combinada de 12% sobre a receita, descontados os prêmios pagos pelos apostadores. Já os apostadores terão a obrigação de recolher 15% de imposto de renda sobre os prêmios obtidos, após as deduções das perdas da mesma natureza.
A resistência da bancada evangélica na Câmara dos Deputados não impediu a aprovação do texto, que agora aguarda sanção presidencial. O projeto visa não apenas regulamentar as apostas on-line, mas também estabelecer padrões rigorosos para operadores, abordando questões como atendimento aos jogadores, combate à lavagem de dinheiro, promoção do jogo responsável, prevenção de fraudes e manipulação de apostas.
O cientista de dados especialista em análise estatística para apostas esportivas, Ricardo Santos, comenta a apreensão inicial dos apostadores diante de uma proposta que previa uma cobrança de 30% sobre cada aposta ganha. Com alterações feitas no Senado e aprovadas pela Câmara, o texto foi suavizado, e Santos avalia que, embora não seja o ideal, é o melhor cenário possível. Ele explica que as apostas esportivas on-line envolvem a análise estatística de probabilidades, e os apostadores precisam encontrar odds que valham a pena em relação ao risco.










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