O Afoxé Filhas de Gandhy, ícone do Carnaval baiano com 45 anos de trajetória, anunciou com pompa o tema e a programação para o Carnaval 2024 de Salvador. Fundado em 1979, o bloco de mulheres afoxé da Bahia destaca-se pela celebração da cultura afro-brasileira e pelo empoderamento feminino, constituindo-se como agente de resistência cultural e social. A cerimônia de divulgação, realizada na sede do Bloco no Pelourinho, contou com a presença de autoridades e imprensa, incluindo o vice-governador Geraldo Júnior e secretários de estado.
O tema escolhido para 2024 é Mulheres de Terreiro, Detentoras do Sagrado, uma proposta que visa ressaltar a identidade de matriz africana, especialmente através do ritmo ijexá em sua musicalidade, repertório, danças e figurinos. A presidente do bloco, Glicéria Vasconcelos, e a coordenadora do Carnaval 2024, Silvana Magda, lideraram o evento e apresentaram a nova fantasia do bloco, mantendo a tradição das cores azul e branco, além dos característicos turbantes e adereços, elementos distintivos da categoria Afoxé, e as tradicionais alas de baianas.
O desfile do Afoxé Filhas de Gandhy está marcado para o sábado (10), no Circuito Batatinha, Centro Histórico, e na segunda-feira (12), no Circuito Dodó, Barra/Ondina. Além dos desfiles, está previsto um Esquenta Percussivo no dia 10 de fevereiro, com 50 percussionistas e 50 baianas, percorrendo as ruas do Pelourinho até o Terreiro de Jesus, promovendo a cultura afro-brasileira. O evento, patrocinado pelo Conselho Nacional do SESI e pelo Governo do Estado, através do Programa Carnaval Ouro Negro, é realizado pela NZO Hub Criativo, empresa baiana de projetos afroculturais.
A Sociedade Recreativa e Cultural Afoxé Filhas de Gandhy é reconhecida como entidade filantrópica de utilidade pública desde 2001, desempenhando um papel fundamental na celebração do Carnaval baiano e na promoção da igualdade de gênero. Com mulheres de diversos segmentos sociais, o Afoxé valoriza a cultura negra da Bahia, reafirmando o empoderamento das mulheres negras em todos os espaços, resgatando e preservando tradições religiosas de matriz africana.










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